Estou dentro da carruagem,
mais uma vez.
Um por um,
apagam-se os sentidos também.
O pensamento sentindo apenas o pensamento.
Solipsismo profundo.
A caneta contra a folha, aqui mesmo.
E, na ponta caligráfica,
encontram-se o antes e o depois,
a certeza incerta do que foi,
despejada assim neste caudal,
neste carreiro de formigas pela terra dentro.
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