24/07/2026

O formigueiro

O ruído apaga-se.
Estou dentro da carruagem,
mais uma vez. 
Um por um,
apagam-se  os sentidos também.
O pensamento sentindo apenas o pensamento. 
Solipsismo profundo.

A caneta contra a folha, aqui mesmo. 
E, na ponta caligráfica,
encontram-se o antes e o depois,
 a certeza incerta do que foi,
 despejada assim neste caudal, 
neste carreiro de formigas pela terra dentro.



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