26/06/2026

O silêncio das pirâmides

O que te devem, afinal, as coisas?
 As memórias e os lapsos?
Podias bem fechar os olhos
 e adormecer para sempre ali, 
como escreveu Pessanha,
 seguro e firme, aconchegado.

Podiam depois saltar, calcar, 
pois nada iria doer-te.
E mesmo as injúrias e os gritos perder-se-iam no silêncio intransigente das grandes Pirâmides de Gizé.

2 comentários:

carlos perrotti disse...

Atronadora poética, amigo!!
Abrazo hasta allá!!

Graça Pires disse...

Consigo ouvir o silêncio das Pirâmides.
Desejo que esteja bem.
Um beijo.