Passo pelos dias e aqui, neste moleskine, vou registando os sentimentos e as memórias à medida que surgem. Às vezes dou por mim a encontrar uma contradição na vontade de escrever: quanto menos disponibilidade tenho, mais necessidade sinto de o fazer.
Talvez porque como escreveu Alberto Caeiro, escrever poesia seja uma forma de estar sozinho. E por isso serei, neste momento, aquele bebé vestido com um babygrow de verão, brincando descalço, maravilhado com a sensação de tocar nos próprios pés, mão e pé fechando um pequeno circulo, casulo ainda recente, porém, autossuficiente, e por breves momentos, senhor do meu corpo e da minha consciência.
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