Às vezes, quando os deuses suspiram
e entre o ar que lhes atravessa o fôlego
troco eu de pele, como a cobra.
Danço nu pela floresta que houve e haverá,
corro com os sátiros a espreitar as ninfas no banho.
Só elas sabem retirar da água
a frescura de agosto em pleno inverno.
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