Uma dormência dos ossos
à pele, ao peitoril dos lábios.
As palavras evitam sair-me do corpo
depois das oito da noite,
a hora da sopa,
onde mergulho pedacinhos de pão
e histórias antigas,
tão distantes.
Estou demasiado cansado
até para não querer nada:
não querer
exigiria de mim
uma força que não tenho,
quanto mais ter
os sonhos todos do mundo.
Quero apenas uma sopa, já disse,
e uma carcacinha velha
para se desfazer em caldo morno.
Sem comentários:
Enviar um comentário