17/11/2024

Das coisas belas

É clínica, a pedra do desejo.
E nem sabes porquê.
É um automatismo, talvez, 
vontade imediata de morder
a maçã acabada de colher.

Não há razão para a beleza. 
Não há. 
É por isso que são belas, algumas coisas.
Se fossem úteis, 
jamais alguém as contemplaria 
mais do que uma vez.

2 comentários:

carlos perrotti disse...

A veces lo útil es perjudicial. Otro gran poema, amigo!!
Abrazo hasta vos.

Graça Pires disse...

Fiquei com vontade de morder uma maçã. Não acho inútil a beleza. Inúteis são os gestos com que nos apropriamos das coisas.
Tudo de bom, meu Amigo Luís.
Um beijo.