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sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Mau tempo

Por enquanto, a gata naufraga  num refugo de Sol. Insolente, desperdiça a vida, vivendo-a. Saberá ela que tem sete?

Uma cerca de nuvens conspira a restauração da sombra. O vento ladra nas persianas. Os pássaros leram nas folhas dos ulmeiros a tempestade. E partiram aos bandos para o azul mais alto que há nos primeiros quadros de um pintor esquecido. 

Quando pressentes a noite ao meio-dia, já sabes, que é inverno. E mesmo que, em pijama, te banhes numa caneca de chá e te seques depois na margem dos biscoitos, o mau tempo recorda-te que és carbónico e pouco mais do que isso.




1 comentário :

solfirmino disse...

Esse texto é maravilhoso, Luís!

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