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domingo, 13 de setembro de 2020

O velho e o destino

Duas amigas brincam fraternas na espuma que as ondas trazem à praia quase deserta. Dali, um velho contempla-as. Revê nas miúdas o tempo que por ele passou. Ou terá sido ele que passou pelo tempo? A inversão do sujeito revela a vontade de quem passa por quem. A vontade de quem conduz o destino. E o destino é a noite que cairá entretanto, a partida das miúdas, o frio já pressentido. O destino é o nada. O velho por instantes olha-as pensativo e literário, fazendo de conta que não o sabe ainda.

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