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sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Ansiolítico

Esta é uma poesia mansa, a meia-idade, a luz possível num dia chuvoso. É um chá com pouco mel que se retarda na garganta ressequida do trovador, enquanto  procura a melodia na indiscriminada pauta do bocejo.

Esta é uma cantiga demasiado interior, até mesmo para aqueles que nos escutam pelos olhos e se acumulam na casa velha, deitados sobre o pó que, em ascese, levita.

Esta é a poesia manuscrita numa margem carcomida, quando a tarde cai de costas e arranca o cenário onde as estrelas foram cosidas  pela  única costureirinha do  Génesis.




Nota: Encontrei dispersos por muitos cadernos de apontamentos iniciados em 2016, um conjunto de poemas que começo hoje a publicar aqui.

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