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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Perdi o telemóvel e achei uma bem-aventurada

Perdi o telemóvel. Quem o encontrou, não o desligou. Telefonou-me (um colega da achadora) para o telefone fixo, dizendo que queria entregá-lo ao dono. Fui buscá-lo. A pessoa que o encontrara tratava-se de uma africana, analfabeta e empregada da limpeza. Ao devolver-mo, disse-me:"Só lhe peço que faça o mesmo, se encontrar o  telemóvel perdido de alguém". Lembrei-me das palavras de Jesus, relatadas por Lucas, no Sermão da Montanha: "Bem-aventurados os pobres, porque será deles o Reino dos Céus",

Auto-Retrato (1992)


terça-feira, 21 de março de 2017

Ondjaki na Amadora

Ondjaki tem 40 anos, e já é um grande escritor angolano. A sua vasta bibliografia e a lista de prémios que lhe foram atribuídos não deixam qualquer dúvida. O melhor é mesmo lê-lo. Mas se quiserem, ouvi-lo e falar com ele, na próxima quarta.feira (22 de março), pelas 18:00H na Biblioteca Central da Amadora. Ele e a Editorial Caminho vêm até à cidade da Amadora lançar o seu novo livro "O Convidador de Pirilampos". Mesmo que chegue atrasado, esperamos por si.

Uma organização Clube Literário da Amadora, Amadora - Passado, Presente e Futuro e Biblioteca Piteira Santos - Amadora


segunda-feira, 20 de março de 2017

Tenham esperança!

Aos meus amigos mais jovens que andam tristes com a eventual falta de emprego compatível com as suas expetativas, aos pais daqueles que viram os filhos emigrar, só tenho duas palavras para dizer-lhes: "Tenham esperança". Antes da crise, Portugal tinha 35 empresas entre as 100 maiores da Península Ibérica. Agora tem apenas seis. A culpa não é nossa, nem deles. São circunstâncias da história. Tenham esperança, porque é no crisol fogo que se purifica o ouro. Os povos que acreditaram nos momentos difíceis, ergueram-se das cinzas. Também nos vamos erguer. Com paciência e esperança.

quarta-feira, 15 de março de 2017

o dom

A palavra é um dom. O outro é um dom também. Logo a tua palavra é um dom e a do outro também. Usa-a com cuidado e generosidade. Escuta-a com atenção e atento aos sinais. A palavra é uma representação espiritual, uma centelha, uma faísca capaz de incendiar ou extinguir um fogo.É uma forma de conversarmos com os outros e connosco, de descobrirmos, ou pelo menos, de procurarmos. Viva a palavra. Viva o outro só porque é o outro, ou seja, porque nos complementa e expande. 

sexta-feira, 3 de março de 2017

Dramatizar, segundo Bloom

Enquanto lia uma apresentação sobre a avaliação no ensino, deparei-me com o verbo "Dramatizar". A função de dramatizar encontrava-se entre  outras derivadas do verbo "Aplicar".

Aquém de "Dramatizar" estavam o "Conhecer" e o "Compreender". Para além, ficavam os verbos "Analisar", "Sintetizar" e "Avaliar".

Quem escreve para  teatro deve ter esta escala verbal em conta: Para "Dramatizar" deve aplicar o que se conhece e compreende e deixar as tarefas de analisar, sintetizar e avaliar para quem  aborda o guião, esteja esse elemento envolvido na criação do espetáculo ou apenas na sua contemplação.




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Uma palavra medonha, "Sofrimento"

Dizem-me que Deus é amor. Mas só poderemos conhecê-lo, ao amor Dele, profundamente, se nos for dada a graça de sofrer.

Olho  Jesus Cristo suspenso na cruz, em terrível agonia, e compreendo objetivamente a dimensão e a natureza do seu amor por nós. Foi também através do meu sofrimento, tão comezinho e patético diante do dele, que percebi de forma mais consistente esse conceito do amor num sentido mais lato, mais universal. Esse amor que através do sofrimento - e podemos utilizar no contexto cristão a palavra "paixão" - se transforma em compaixão, em caridade e quiçá, talvez certo dia, em liberdade e alegria.

Dou-te agora um conselho: Fecha os olhos, os ouvidos e a boca. Conta a três e lança-te no buraco escuro do sofrimento. Tem esperança então, irmão/irmã, que Ele Te acolha nas Suas mãos. Ouvi dizer, e nesse momento fiquei atónito, que se creres na tua salvação através Dele, "nada te faltará!".  "Nada me faltará?", soletrei de mim para mim naquele momento.

"Nada!", tenho esperança que  Alguém assim certo dia me responda.
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