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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Os hoplitas

Na Grécia Antiga (Período Clássico), os cidadãos para além da sua atividade económica, habitualmente ligada à agricultura ou comércio, cumpriam funções militares. Da sua própria bolsa, compravam as proteções ( Couraça, elmo e escudo) e as armas (Lança e espada). Estes soldados de infantaria chamados Hoplitas (nome dado ao escudo) formavam falanges. Estas eram formadas por fileiras de soldados que lutavam muito juntos entre si. Esta estratégia tornava-os pouco vulneráveis e promovia a  colaboração entre eles. A cooperação sobrepunha-se assim e de forma determinante ao individualismo. Os combates  eram muito formais e logo que uma das forças se rendia, os vencedores permitiam que estes recolhessem os feridos e os mortos em combate. Não agrediam populações civis.


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Procuro abrigo

Procuro abrigo
debaixo de uma  ponte
que ligue o tronco ao ramo,
a borda à flor
ou essas zonas fugazes
apenas consentidas aos equinócios
e demais répteis levemente aquecidos.

Faltam-me dois dedos de fé para encontrá-lo,
eu sei.

(Falta sempre, não é?)

Talvez por isso
as nossas mãos fiquem hirtas
entre o prego e a cruz
enquanto o amor balança,
balança e sugere
mais dia, menos dia,
a martelada final.







sábado, 8 de outubro de 2016

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Alexandre Andrade na Amadora

O escritor Alexandre Andrade vai estar à conversa com todos aqueles que na próxima Sexta-feira,  dia 7 de Outubro,  se deslocarem au auditório da Biblioteca Piteira Santos na Amadora, pelas 21:00. Uma iniciativa do Clube Literário da Amadora. e da Bilblioteca Central da Amadora.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Ataque e contra-atsque

«As palavras ferem
o amor
como tudo o mais»

José Tolentino Mendonça

Nota: Ferem-no e ainda bem
senão ele não grita.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A primavera sulista

Sabiam que a primavera começa hoje no Hemisfério Sul ?

 Lembrou-me hoje, este facto,  um  blog-irmão.

Nada melhor do que saúda-la com um  verso do poeta brasileiro, Manoel de Barros:

As árvores me começam.


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

"O Passado Já Não Se Encontra Atribuído" de Vanda Palma

Cheguei a Castro Verde e logo soube do trabalho da ceramista Vanda Palma. Pensei tratar-se de mais uma ceramista de inspiração tradicional ou folclórica de índole conservadora- dado o espaço cultural onde ela se integra. Na verdade, somos preconceituosos por natureza. É a nossa forma de sobreviver, julgar e tomar decisões em tempo útil. Não devemos envergonharmo-nos de sermos assim. É humano.

Todo este intróito, para tentar explicar uma das facetas da arte: A surpresa. Sempre que alguém surpreende, renovando ou acrescentando à estética uma nova perspetiva, a arte agradece. Agradecemos todos, porque, "a tradição só sobrevive porque muda"(1). 

A ceramista Vanda Palma surpreendeu-me com estilo e arrojo. O titulo da sua exposição ""O Passado Já Não Se Encontra Atribuído""  a decorrer na CM Serpa até dia 8 de outubro de 2016 é uma espécie de síntese, em jeito de pregão, desta renovação. Jorge Luis Borges, ficionista e poeta argentino, escreveu "Nós somos os mortos", ainda, acrescento eu, que agora eles estejam com uma nova roupagem e novos objetivos de vida. 

O trabalho de Vanda Palma é essa ruptura para a continuidade. O seu trabalho é essa destruição que salva o "mundo", sendo neste caso o mundo da tradição ceramista do sul de Portugal. Lembrei-me da Rosa Ramalho (ceramista minhota), mas agora dando à cerâmica de cariz popular uma nova consciência nacional.


Ligação: Exposição em Serpa




(1)  "Um mapa para pensar a tradição",  Alfredo Teixeira, Lisboa, Universidade Católica Editora, 2015, pp. 44-47 
Publicado em 18.09.2016

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