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sexta-feira, 27 de maio de 2016

From greeks

Half of our bones
bubbling as airy temples

The other half,
seeping up in the footsteps
that Pegasus drew on clay

Are men, gods
or the gods, men?

Statues, poems and fine figures,
moving from urn to urn,
recall plaster souls in plain cloths.

All white over white
In the background starry darkness for each islands,
a sun tunnel fading in sleep,
a faint,
for when we wake up costumed liked fauns,

Athena has already become an angel,
illuminating the rowers' fearless ignorance.

(tradução de Ronan Hyancinthe)

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Dos gregos

Metade dos nossos ossos
borbulhando como templos gasosos

A outra metade,
escoando-se nas pegadas
que Pégaso desenhou na argila

Serão os homens, deuses
ou os deuses, homens ?

Estátuas, poemas e cuidadosas figuras,
movendo-se de vaso em vaso,
lembram almas de gesso em pano cru.

Ao fundo, as trevas estreladas por ilhas,
enquanto um túnel de sol
desvanece num sono, num desmaio,
para quando acordarmos, trajados de faunos,
Atena seja já um anjo,
iluminando a impávida ignorância dos remadores.


terça-feira, 17 de maio de 2016

Ouvindo o mestre Hélder

No lançamento do meu livro "A Moura", convidei o mestre Hélder Costa para o apresentar. Foi um prazer ouvi-lo e conversar com ele antes e depois do lançamento. Uma lição de história e de coragem, a sua vida.

Obrigado, Hélder,

Eu e Hélder Costa no lançamento de "A Moura" no Auditório de Alfornelos

sexta-feira, 29 de abril de 2016

A segurança na internet

O problema era tão grande
que cada pergunta apenas almejava
um pestanejar breve
da lesma.
E sempre da mesma. 

terça-feira, 26 de abril de 2016

Verdade, le parfum

Nas traseiras da minha casa
o chão enlouqueceu.

O sortilégio surgiu de um solavanco apenas,
vindo do ego da terra.

E o que jazia, negro e desastroso, floresceu.

E que odor esclarecido carregam agora
as pequenas fadas até aos nossos
inertes narizes.

Se um publicitário desse um nome
a este perfume de margaridas
chamar-lhe-ia "Verdade".
Isso.
Somente, "Verdade".


terça-feira, 12 de abril de 2016

Margaridas

São brancas, amarelas e verdes, as margaridas.

Ninguém as plantou ou regou,
mas nasceram aos molhos
e bem vestidas
nos folhos da rocha ígnea.

Talvez as suas sementes
sejam os gafanhotos que Deus cospe
quando grita as leis lá no céu, talvez.

Fazem lembrar-me o poema das 'Liláceas'
que o Camilo Pessanha escreveu.

É um poema tão harmónico e completo,
que ao pensar nele,
decidi parar o meu.
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