terça-feira, 17 de maio de 2016
Ouvindo o mestre Hélder
terça-feira, 3 de maio de 2016
sexta-feira, 29 de abril de 2016
A segurança na internet
O problema era tão grande
que cada pergunta apenas almejava
um pestanejar breve
da lesma.
E sempre da mesma.
que cada pergunta apenas almejava
um pestanejar breve
da lesma.
E sempre da mesma.
terça-feira, 26 de abril de 2016
Verdade, le parfum
Nas traseiras da minha casa
o chão enlouqueceu.
O sortilégio surgiu de um solavanco apenas,
vindo do ego da terra.
E o que jazia, negro e desastroso, floresceu.
E que odor esclarecido carregam agora
as pequenas fadas até aos nossos
inertes narizes.
Se um publicitário desse um nome
a este perfume de margaridas
chamar-lhe-ia "Verdade".
Isso.
Somente, "Verdade".
o chão enlouqueceu.
O sortilégio surgiu de um solavanco apenas,
vindo do ego da terra.
E o que jazia, negro e desastroso, floresceu.
E que odor esclarecido carregam agora
as pequenas fadas até aos nossos
inertes narizes.
Se um publicitário desse um nome
a este perfume de margaridas
chamar-lhe-ia "Verdade".
Isso.
Somente, "Verdade".
terça-feira, 12 de abril de 2016
Margaridas
São brancas, amarelas e verdes, as margaridas.
Ninguém as plantou ou regou,
mas nasceram aos molhos
e bem vestidas
nos folhos da rocha ígnea.
Talvez as suas sementes
sejam os gafanhotos que Deus cospe
quando grita as leis lá no céu, talvez.
Fazem lembrar-me o poema das 'Liláceas'
que o Camilo Pessanha escreveu.
É um poema tão harmónico e completo,
que ao pensar nele,
decidi parar o meu.
Ninguém as plantou ou regou,
mas nasceram aos molhos
e bem vestidas
nos folhos da rocha ígnea.
Talvez as suas sementes
sejam os gafanhotos que Deus cospe
quando grita as leis lá no céu, talvez.
Fazem lembrar-me o poema das 'Liláceas'
que o Camilo Pessanha escreveu.
É um poema tão harmónico e completo,
que ao pensar nele,
decidi parar o meu.
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Peixe dourado
A menina das fotocópias tem um peixe dourado.
Só lhe dá flocos alemães.
A bomba de ar avariou-se
e aquela quietude lembrou-me
a simplicidade que outrora apreciei
numa gravura que decorava
um restaurante chinês.
Só lhe dá flocos alemães.
A bomba de ar avariou-se
e aquela quietude lembrou-me
a simplicidade que outrora apreciei
numa gravura que decorava
um restaurante chinês.
sexta-feira, 1 de abril de 2016
A última quinta-feira do mês
Esconde
o que escondido está.
Isso mesmo, irmã.
Esconde-o num mistério
enrolado em betão maduro
de uma periferia
onde não se vislumbra a lua,
nem nenhuma mercearia aberta,
nem um pardal sequer
Se calhar ainda não entendeste
que estás em trânsito para a esperança da noite,
onde um vão de escada e uma mão-cheia de gatos
te esperam
para relançar de novo esse hálito noturno
na primeira sexta-feira de abril.
o que escondido está.
Isso mesmo, irmã.
Esconde-o num mistério
enrolado em betão maduro
de uma periferia
onde não se vislumbra a lua,
nem nenhuma mercearia aberta,
nem um pardal sequer
Se calhar ainda não entendeste
que estás em trânsito para a esperança da noite,
onde um vão de escada e uma mão-cheia de gatos
te esperam
para relançar de novo esse hálito noturno
na primeira sexta-feira de abril.
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