quinta-feira, 20 de agosto de 2015
terça-feira, 18 de agosto de 2015
A imitação dos sonhos
Tomei conhecimento de um blog fascinante: http://funcionario-cansado.escritas.org/
Ao ver estas fotos, perguntei-me se os olhos não são mesmo o espelho da nossa loucura envergonhada?
Ao ver estas fotos, perguntei-me se os olhos não são mesmo o espelho da nossa loucura envergonhada?
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Desintoxicação
ao Ricardo Simões
branco
sobretudo o branco dos lençóis
de uma enfermaria sem germes
e o horror de ser estranho
à fala dos pássaros
que fazem os ninhos
com anzóis
um quadro pintado por ti
onde tremeluz uma angustia
sempre renovada
por novas séries televisivas
dou-te aquele conselho
que nunca se dá:
abre a mão
e deixa partir os outros
como balões pintados
com acrónimos gamados
às páginas dos jornais
branco
sobretudo o branco dos lençóis
de uma enfermaria sem germes
e o horror de ser estranho
à fala dos pássaros
que fazem os ninhos
com anzóis
um quadro pintado por ti
onde tremeluz uma angustia
sempre renovada
por novas séries televisivas
dou-te aquele conselho
que nunca se dá:
abre a mão
e deixa partir os outros
como balões pintados
com acrónimos gamados
às páginas dos jornais
Leveza (de outrora)
Este fim-de-semana, escolhi uma velho companheiro da estante dos livros, o "Poeta militante" do José Gomes Ferreira. Foi bom recordar o meu primeiro mestre. Encontrei na primeira página este poema escrito por mim, em julho de 1993 - o ano em que nasceu o meu filho.
Leveza
Ai, haver alguém que fizesse da minha pele
um barco de papel e me largasse
nas ondas de mim mesmo
para que finalmente encontrasse
a transcendência de poder estar
sem o incómodo de viver.
Leveza
Ai, haver alguém que fizesse da minha pele
um barco de papel e me largasse
nas ondas de mim mesmo
para que finalmente encontrasse
a transcendência de poder estar
sem o incómodo de viver.
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Psicopolítica de Byung-Chul Han
Numa época em que a tecnologia acelera a disseminação de novos processos, a eficácia da reflexão em tempo útil decai.
Para atenuar este deficit reflexivo, este livro analisa e conclui sobre o novo paradigma de manutenção do poder: A psicopolítica. Depois do poder soberano medievo e do poder disciplinar da época industrial, surge o poder psicológico da era neo-liberal, onde segundo, o autor, o individuo se submete a ele mesmo e submete os outros - sem tomar consciência disso - levado por uma onda de positividade. O "gosto" do Facebook é um instrumento exemplar deste novo poder. Também as ferramentas de controlo pan-óptico, à laia de novo Big Brother, são agora acionadas pelo próprio individuo sobre si mesmo (redes socias).
Concorde-se ou não com Byung-Chul Han, o mínimo que devemos fazer é refletir sobre o caminho que fizemos nesta Era da Globalização e escolher em consciência os caminhos que queremos e devemos prosseguir.
Psicopolítica (12,00€)
O que faz sorrir o Hassan ?
Hassan é um marroquino com vinte e poucos anos, com estudos secundárias e uma conversa interessante e inteligente. Hassan trabalha
como caseiro de uma propriedade perto de El-Jadida e a 80 Km de Casablanca. Apesar da solidão do seu trabalho, da provável falta de boas condições remuneratórias,
de viver num regime absolutista em termos políticos e de o futuro não lhe reservar
provavelmente nenhuma melhoria destas condições, o Hassan tem um sorriso
verdadeiro, constante e luminoso. Mais do que um sorriso, ele parece feliz - quase diria com toda certeza que o é, na medida possível.
É este o grande mistério que me ocupa o espírito:
O que faz sorrir o Hassan ?
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quarta-feira, 12 de agosto de 2015
que nunca desejes
desejar apenas não desejar,
como quem regressasse
à manhã anterior do pecado original
e atado à pedra
ficar a contemplar
ludibriando as impossibilidades
com o traço incógnito de uma aguarela
| Foto de Gonçalo Fonseca |
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