terça-feira, 24 de março de 2015
O discípulo e o mestre
Atrai-me ser discípulo de um crucificado, ainda que pese saber que nunca estarei à altura do mestre. Por isso, me interrogo e sinto-me incompleto. Por isso me sinto , às vezes, só diante da sua magnitude. Mas é uma solidão diferente, porque permanecem comigo os olhos de Jesus Cristo. Ele e eu, sozinhos e exangues, contemplando-nos no sacrifício e na admiração mútua. Espero pelo menos valê-la [a admiração dele].
sexta-feira, 20 de março de 2015
A consciência de um pássaro
Hoje ao ouvir um pardal, pensei: Terá um pardal atitudes hipócritas e cínicas, ou serão elas apenas apanágio da consciência humana ? Sinceramente, não sei a resposta.
Terão obviamente comportamentos básicos parecidos com os humanos: sentimento de posse, defesa do território, luta pela sobrevivência. Quanto à hipocrisia e cinismo, tenho muitas dúvidas.
Terão obviamente comportamentos básicos parecidos com os humanos: sentimento de posse, defesa do território, luta pela sobrevivência. Quanto à hipocrisia e cinismo, tenho muitas dúvidas.
domingo, 15 de março de 2015
sexta-feira, 13 de março de 2015
Raquel Silvestre - Uma história de amor entre uma pastora e um lobo
O telhado
O menino gostava de subir das águas
furtadas da casa da avó até ao telhado. Sentia-se num ermitério, num lugar de
aventura e reflexão. Ensaiava as primeiras fugas a caminho do etér – numa espécie
de passagem entre a terra e o céu, como se fosse um anjo. Nesse tempo, a vida
era infinita e o mundo também. E havia quem seguramente tomava conta de dele. Afinal
as suas asas estavam dentro dele, na sua imaginação, na possibilidade de recriar
tudo o que o envolvia. Os dias eram grandes, as noites acolhedoras dentro dos
lençóis, onde acreditava que dormia no fojo dos lobos. Depois havia a escola, as
regras, aqueles exercícios de aritmética que o aborreciam de morte e que lhe
tiravam tempo para desenhar. Mais tarde, percebeu que também a matemática era
um mundo de utopia e sem o comércio dos afectos e das hierarquias que lhe
tolhiam os dias, um após a um.
quinta-feira, 12 de março de 2015
Sanidade II
Hoje não
ouvi os melros, nem cumprimentei a árvore, nem abracei a planta do hall do
escritório.
O que se
passa comigo que não estou bem?
Subscrever:
Mensagens
(
Atom
)




