Nesta sexta-feira, dia 6, na Universidade do Algarve, Duarte Belo irá mostrar imagens e expor algumas reflexões sobre "Paisagem e Arquitetura - Processo fotográfico de aproximação ao lugar". Mais informações em:http://fchs.ualg.pt/rc/pt/ evento/ coloquio-paisagem-arquitect uras.
quarta-feira, 4 de março de 2015
terça-feira, 3 de março de 2015
Provar
Abraão levou o seu filho Isaac até ao cimo do monte Moriá,
porque Deus pediu-lhe que sacrificasse o seu descendente. Abraão obedeceu.
Isaac perguntou-lhe como iriam fazer o sacrifício, se não levavam nenhum animal
consigo. Abraão respondeu-lhe que Deus o proporcionaria na devida altura. E
assim foi. Do céu chegou um anjo para impedir que Abraão mata-se o seu filho.
De seguida, encontrou um borrego para esse efeito.
O que nos diz esta parábola ? Que a fé verdadeira
demonstra-se nos momentos piores, porque quando tudo está bem, é demasiado fácil dizer: ”Tenho
fé.”.
| "Abraão levando Isaac ao sacrifício" - Domenichino |
segunda-feira, 2 de março de 2015
Porfírio Lopes, o "senhor teatro" da Amadora
Entrevista a Porfírio Lopes (encenador de "A moura") conduzida por Luis Mendes , ambos do Teatro Passagem de Nível abordam a sua experiência teatral numa belíssima entrevista ao programa "Arestas de Vento" na Popular FM
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Parabéns, Ruy
Ruy Belo fazias hoje 82 anos e por isso queria dizer-te o seguinte:
Caro Ruy,
Eu andava acamado na poesia que lia,
repetia repetia e tudo era apenas
somente.
Depois o Mário (Viegas) falou-me da tua presença
já ausente.
já ausente.
Desci ao poço, subi à ladeira.
Levantei-me da longa convalescença
e afastei alguma poeira
que repousava infantil sobre os teus livros
talhados a canivete.
Li-te e pareceu-me que também tu andavas entre Deus
ausente.
Felizmente, encontrei-O de calça arregaçada
pela beira-mar.
Desse mar que era só teu.
Desse mar que era só teu.
E doeu, às vezes,
quase sempre,
mas valeu, Ruy, se valeu…
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
O que faz chorar Nani ?
Nani era um rapaz pobre. Vivia nos bairros mais
pobres da Amadora: Santa Filomena e 6 de Maio. Foi jogar para o Real de Massamá e
ia pé todos os dias para os treinos. O seu dom chamou atenção do Sporting Clube
Portugal e ao longo dos anos foi crescendo como futebolista. Os contratos
melhoraram até chegar ao Manchester United, onde fez dois contratos que
resolveram ad aeternum os seus problemas financeiros. Nani parece ser um jovem
equilibrado que estuda música e tem uma vida normal para um futebolista de
elite.
Tudo isto é a história vulgar de um futebolista em ascensão: Sucesso, fama
e riqueza. Contudo, no passado fim de semana, ao marcar um golo antológico fora
da área, festejou com lágrimas de tristeza e raiva. Eu perguntei-me porquê? O
que lhe falta, que terá levado aquele desespero contido ? Que lágrimas eram aquelas?
Acho que eram as dele, as minhas e as tuas
que lês este texto. E também a prova que a matéria não satisfaz nem preenche o homem
por completo. Quase arriscaria a dizer, quase nada. O Nani precisa de compaixão
e compreensão. Foi excluído, este ano, do Manchester
United que o emprestou ao Sporting. Entrou bem na época de 2014-2015 ao serviço dos "Leões".
Porém uma lesão e alguns jogos menos bons, levou a que o público, sempre pronto
a julgar e a criticar, às vezes com uma boa dose de injustiça, duvidasse das suas qualidades ou tentando "picá-lo" como se faz aos cavalos de corrida. Nani tem ou pode
ter tudo o que provavelmente um simples cidadão português gostaria de possuir.
Contudo, faltou-lhe às vezes o amor dos outros, como tu ou como eu e só por isso
chora.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
A égua
Numa secreta viagem ao Alentejo reflecti os meus medos e ansiedades
no olhar assustado primeiro e depois ternurento de uma égua a quem chamamos
depois “Elvira”. A égua andava agitada com a nossa presença. Corria a galope no
espaço exíguo daquela pequena quinta. Ao ver aquela erva tão verde, deitei-me
no chão. A Elvira parou. Ficámos ali por instantes estudando mutuamente as nossas
intenções. A minha postura revelou-lhe alguma humildade, quiçá, e confiança. Ela
viu alguém prostrado que provavelmente precisava de ajuda. A curiosidade ou outra coisa
qualquer mais afectuosa, motivou-a a avançar até mim. Lentamente, agachei-me,
arranquei um molho de erva e ofereci-lhe como quem dá um ramo de rosas a uma mulher
ou a um amigo. Encontramo-nos os dois a meio caminho. Fiz-lhe uma festa no
focinho e depois outra. As suas pálpebras semicerraram de acalmia. Estava feita uma comunhão temporária dentro de
mim. Dentro dela também, sabe-se lá.
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