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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O cão, o gato e o fotógrafo



Enquanto uns roem sem critério e alguns tiram fotografias "porque sim", outros tentam perceber qual o sentido de tudo isto. 

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Entardecer

Escorre a tarde
e cada gota  que cai
estremece a lentidão
da extrema luz
E os gatos espreitam-na
cautelosos
com  olhos emprestados
por um deus poente


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Sobreviver

A mais fulgurante das lei naturais é a sobrevivência dos fracos, a que bastaria chamar  "sobrevivência" ou, no caso humano, a "sub-vivência".


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

som de ave

cada som de ave
amadurece e alarga-se
pela cadeia de átomos desta manhã
e junto à orelha
suplica-me coisas do último verão


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Mónica e o desejo

É verdade que foi uma descoberta serôdia aquela que fiz através dos canais-cabo da TV Cine. O que descobri foram alguns filmes do realizador sueco Ingmar Bergman.
Este realizador que inicia a sua formação em Teatro, inspira-se nele quando transporta para a sétima arte a beleza dos planos, o trabalho de luzes, a força das personagens (muito bem definidas, aliás.) e um conjunto de temáticas muitos especiais que me parecem devidas ao facto do seu pai ter sido pastor da igreja protestante.

Ontem, televisionei "Mónica e o desejo"(1953). A personagem que intitula o filme entre e sai do filme como um leitmotiv que arrasta atrás de si  o sentimento tão humano do desejo. O desejo está tão fortemente concentrado naquela personagem e a sua habilidade para alcançar o objeto desejado é tão tosco que arriscaria a chamar a este filme "A Madame Bovary, segundo Ingmar Bergman".

Mónica - ao contrário do seu companheiro que estuda engenharia para construir o devir - surge sempre incomodada e inconformada com a realidade, o que a leva a uma constante condição de nómada. Entra na narrativa e sai igual, como se a sua insatisfação fosse um indomável monstro que vive sem coito pela vida fora.

Atriz Harriet Andersson

Ilusão para lado nenhum


Um ídolo de medo

"Temos de fazer um ídolo do nosso medo, e chamá-lo de Deus." - palavras do Cavaleiro Anthony Block em "O sétimo selo" de Ingmar Bergman.



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