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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Sobreviver

A mais fulgurante das lei naturais é a sobrevivência dos fracos, a que bastaria chamar  "sobrevivência" ou, no caso humano, a "sub-vivência".


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

som de ave

cada som de ave
amadurece e alarga-se
pela cadeia de átomos desta manhã
e junto à orelha
suplica-me coisas do último verão


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Mónica e o desejo

É verdade que foi uma descoberta serôdia aquela que fiz através dos canais-cabo da TV Cine. O que descobri foram alguns filmes do realizador sueco Ingmar Bergman.
Este realizador que inicia a sua formação em Teatro, inspira-se nele quando transporta para a sétima arte a beleza dos planos, o trabalho de luzes, a força das personagens (muito bem definidas, aliás.) e um conjunto de temáticas muitos especiais que me parecem devidas ao facto do seu pai ter sido pastor da igreja protestante.

Ontem, televisionei "Mónica e o desejo"(1953). A personagem que intitula o filme entre e sai do filme como um leitmotiv que arrasta atrás de si  o sentimento tão humano do desejo. O desejo está tão fortemente concentrado naquela personagem e a sua habilidade para alcançar o objeto desejado é tão tosco que arriscaria a chamar a este filme "A Madame Bovary, segundo Ingmar Bergman".

Mónica - ao contrário do seu companheiro que estuda engenharia para construir o devir - surge sempre incomodada e inconformada com a realidade, o que a leva a uma constante condição de nómada. Entra na narrativa e sai igual, como se a sua insatisfação fosse um indomável monstro que vive sem coito pela vida fora.

Atriz Harriet Andersson

Ilusão para lado nenhum


Um ídolo de medo

"Temos de fazer um ídolo do nosso medo, e chamá-lo de Deus." - palavras do Cavaleiro Anthony Block em "O sétimo selo" de Ingmar Bergman.



quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Um homem de sorte

"És um homem de sorte. Acreditas na tua própria loucura." - palavras do pintor para Jöns, o escudeiro, no filme " O sétimo selo" de Ingmar Bergman


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

uma vez que já tudo se perdeu













Que o medo não te tolha a tua mão
Nenhuma ocasião vale o temor
Ergue a cabeça dignamente irmão
falo-te em nome seja de quem for

No princípio de tudo o coração
como o fogo alastrava em redor
Uma nuvem qualquer toldou então
céus de canção promessa e amor

Mas tudo é apenas o que é
levanta-te do chão põe-te de pé
lembro-te apenas o que te esqueceu

Não temas porque tudo recomeça
Nada se perde por mais que aconteça
uma vez que já tudo se perdeu

Soneto de Ruy Belo.
Desenho de Vasco Barreto
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