sexta-feira, 6 de junho de 2014
De sombra em sombra
quinta-feira, 5 de junho de 2014
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Os amadores
a propósito do 33º aniversário do Teatro Passagem de Nível
Ouvem-se as sirenes das fábricas
Ou talvez já sejam os computadores que dizem “Até amanhã”.
Pousam-se as facas e garfos para a janta
O sol põe–se a Oeste e as luzes acordam do outro lado da noite
Despem-se máscaras e vestem-se outras
O teatro é o disfarce permitido da verdade
E o ator revira a pele e mostra o lado interior
Sobe-se ao palco como a um altar
O mundo inteiro é um coro
Abre-se um projetor sobre maria
Tudo em redor se silencia
Anónima maria … és agora sangue de corpos e almas sem fim
Quanta cumplicidade na expressão dos que olham para ti,
E que, por milagre, se esquecem de si
Ris e choras como tivesses dois rostos antigos
És Grécia, Molière, Gil Vicente,
Palhaço triste, viúva alegre, um austríaco (imagina) que samba
Ou esse segredo tão nosso chamado Domingos Galamba
Eu sei lá, maria… Só sei que respiras, que te alucinas,
que segues sempre apesar das ruas estreitas
e das afiadas esquinas
como um sono que segue de olhos acordados
E por magia vives, uma noite, na cabeça do autor
Não sei se o fazes por vontade ou por distração:
A vida é como o amor,
Não se explica, vive-se, vive-se sem temor!
Ouvem-se as sirenes das fábricas de novo a tocar
Ou talvez já sejam os computadores que dizem “olá” outra vez.
Pousam-se as canetas e os olhos no ecrã
O sol nasce a Este e as luzes desligam-se do outro lado da manhã.
Diz-se “com certeza” ou diz-se “talvez”
Ouvem-se os tambores da guerra a rufar
ou será apenas o ruído dos operários a trabalhar ?
Não sei, ou melhor, nada sei.
Só sei que espetáculo vai continuar.
Só sei que espetáculo tem de continuar.
Luís Palma – 30 de maio de 2014
Ouvem-se as sirenes das fábricas
Ou talvez já sejam os computadores que dizem “Até amanhã”.
Pousam-se as facas e garfos para a janta
O sol põe–se a Oeste e as luzes acordam do outro lado da noite
Despem-se máscaras e vestem-se outras
O teatro é o disfarce permitido da verdade
E o ator revira a pele e mostra o lado interior
Sobe-se ao palco como a um altar
O mundo inteiro é um coro
Abre-se um projetor sobre maria
Tudo em redor se silencia
Anónima maria … és agora sangue de corpos e almas sem fim
Quanta cumplicidade na expressão dos que olham para ti,
E que, por milagre, se esquecem de si
Ris e choras como tivesses dois rostos antigos
És Grécia, Molière, Gil Vicente,
Palhaço triste, viúva alegre, um austríaco (imagina) que samba
Ou esse segredo tão nosso chamado Domingos Galamba
Eu sei lá, maria… Só sei que respiras, que te alucinas,
que segues sempre apesar das ruas estreitas
e das afiadas esquinas
como um sono que segue de olhos acordados
E por magia vives, uma noite, na cabeça do autor
Não sei se o fazes por vontade ou por distração:
A vida é como o amor,
Não se explica, vive-se, vive-se sem temor!
Ouvem-se as sirenes das fábricas de novo a tocar
Ou talvez já sejam os computadores que dizem “olá” outra vez.
Pousam-se as canetas e os olhos no ecrã
O sol nasce a Este e as luzes desligam-se do outro lado da manhã.
Diz-se “com certeza” ou diz-se “talvez”
Ouvem-se os tambores da guerra a rufar
ou será apenas o ruído dos operários a trabalhar ?
Não sei, ou melhor, nada sei.
Só sei que espetáculo vai continuar.
Só sei que espetáculo tem de continuar.
Luís Palma – 30 de maio de 2014
quinta-feira, 29 de maio de 2014
A arca
Vieram dos quatro cantos do mundo e dos cinco oceanos que banham esses cantos feitos de praias e arribas solenes. Eram milhares, milhões. Enchiam as pradarias, as planícies e o lombo dos vales. Nenhum deles sabia ao que vinha, mas nem por isso deixaram de caminhar como se um imenso íman os atraísse. Alguns chegaram à esplendorosa arca feita por Noé. Com eles se renovou o ciclo que gira entre os pólos do desespero e da esperança.
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| Foto do livro "Génesis" de Sebastião Salgado |
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Clássicos
Em menor ou maior grau, todas as mulheres partilham a ambição estéril da Madame Bovary e a intriga politica de Lady MacBeth. Em todos os homens, reconheço a assombração traumática de Citizen Kane e o capricho do poder de Rei Lear. Em todos os estados ( entidade jurídica soberana politicamente ), pressinto uma frieza burocrática que faz lembrar "O processo" de Franz Kafka.
Não apenas, mas também por estas razões, as obras e os seus personagens atrás enunciadas receberam o estatuto de clássicos.
Não apenas, mas também por estas razões, as obras e os seus personagens atrás enunciadas receberam o estatuto de clássicos.
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