quarta-feira, 2 de abril de 2014
terça-feira, 1 de abril de 2014
espelhos refletindo espelhos
domingo, 23 de março de 2014
Descansa em paz, homem-punk
Apesar de nunca ter te conhecido, João Ribas, ouvi falar muito de ti. Acho que fumaste e bebeste a tua parte e depois partiste. Obrigado por nos teres despenteado as cabeleiras que crescem no sentido inverso, ou seja, as que crescem desgrenhadas dentro do pensamento. Ficará sempre dentro do meu ouvido, uma guitarra a arranhar e uma voz genuína cantando:' Nós seremos censurados nesta vida até morrer'. Neste pais tão manso, a tua teimosia ainda que juvenil era uma referência. Até sempre, homem-punk.
sexta-feira, 21 de março de 2014
Ao "Dia Mundial da Poesia"
naquele tempo
dizia-se poesia
ou ausência de paredes
|Luís Palma Gomes - 1994|
dizia-se poesia
ou ausência de paredes
|Luís Palma Gomes - 1994|
"Rituais da Terra" - Teatro inclusivo ou simplesmente bom teatro ?
Eu fiquei sem palavras e eles, os atores, encheram-se delas.
Depois deu-se uma comunhão de linguagens e acabei a aplaudir agitando as mãos
em linguagem gestual. Tudo isto aconteceu no "Ritual da Terra", o
espetáculo que estreou ontem. Este original evento cultural resultou da parceria entre o Associação Cultural de Surdos da
Amadora e o Teatro Passagem de Nível.
Atores surdos e não-surdos a partir de
vários textos e musicas, entre os criadores estão o poeta e dramaturgo Domingos Galamba e o músico João Garcia
Barreto, interpretam doze quadros onde são descritas as atividades agrícolas e
sagradas de uma sociedade rural - tão frequente há 40 ou 50 anos atrás. Se
estiver perto da Amadora não perca, dia 21, 22, 23 e 27 de março, pelas 21h30 no Auditório de Alfornelos. Encenação de Porfírio Lopes
Guarda-roupa: Matilde Matos | Apoio Musical: João Garcia Barreto |
Luminotécnica: Rui Ferreira e Luis Mendes | Sonoplastia: André Tenente | Fotografia: Carladeabreu Ferreira | Criação Gráfica: Jorge Couto | Facilitadora da comunicação e intérprete: Sofia Rocha | Dramaturgia:Domingos Galamba e Porfirio Lopes
quarta-feira, 19 de março de 2014
Breve solidão
às vezes
lentamente
acaba-se sozinho
sozinhos
acabamos de repente
lentamente
acaba-se sozinho
sozinhos
acabamos de repente
segunda-feira, 17 de março de 2014
Moira encantada
O ator e colega do Teatro Passagem de Nível, António Augusto Borges, brindou-nos hoje com um bonito poema sobre a nova produção de "A moura". Passo a transcrevê-lo:
"Moira Encantada
Tez morena
Gestos delicados
Quase bailados"
Vida atribulada
Em meio da intriga
Divida bondade
Foi superior,
A simplicidade
No comportamento
Com a empatia
P'ra ricos e pobres,
criava paixão
despertava amor.
Tornaram-na Santa
Quanto partiu
Deixou a saudade
No povo e nobres.
As noites de lua
Em quarto crescente
Trazem à lembrança
A princesa Santa
"Moira Encantada
Tez morena
Gestos delicados
Quase bailados"
Tez morena
Gestos delicados
Quase bailados"
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