quinta-feira, 6 de março de 2014
quarta-feira, 5 de março de 2014
Luna e o cavaleiro
O cavaleiro leva escondido no peito
uma mulher e um desafio.
uma mulher e um desafio.
Chama-se Luna. É a cigana
mais bela que a aldeia já viu.
mais bela que a aldeia já viu.
Por amar o cavaleiro
as lágrimas de Luna sangram o rio.
as lágrimas de Luna sangram o rio.
Pouco importa ao cavaleiro
que tristezas de amor nunca sentiu.
que tristezas de amor nunca sentiu.
Sua lança espeta um toiro quente
que cai entre as ervas morto de frio.
que cai entre as ervas morto de frio.
Às cinco da tarde foge com Luna
e a desflora sem força nem cio.
e a desflora sem força nem cio.
Debaixo de um sobreiro
que o vento penteia com o seu assobio.
que o vento penteia com o seu assobio.
O chefe cigano e o seu bando
procuram os dois de fio a pavio.
procuram os dois de fio a pavio.
Chamam, imploram, ameaçam
mas Luna, a cigana, ninguém mais a viu.
mas Luna, a cigana, ninguém mais a viu.
Dizem que moram serenos
na outra margem, na casa de um tio.
na outra margem, na casa de um tio.
E ninguém mais os alcança
porque os junquilhos de Luna encheram o rio.
porque os junquilhos de Luna encheram o rio.
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
domingo, 23 de fevereiro de 2014
A mais leve inquietação
A inquietude das formas
lembrando-nos que o rio que passa
é um peixe que quer ser ave,
é uma ave que quer ser vento,
é o vento que quer ser a vela do moinho
rodando em círculos e mais círculos
como se fosse um ritual de pão.
lembrando-nos que o rio que passa
é um peixe que quer ser ave,
é uma ave que quer ser vento,
é o vento que quer ser a vela do moinho
rodando em círculos e mais círculos
como se fosse um ritual de pão.
E de súbito,
tudo se sustém,
tudo aguarda, quieto,
a fotografia de um anjo
que passa apenas passando
e ao passar nos deixa
a sensação estranha de não haver nomes,
nem tempo, nem sequer o sol
(esse supremo grão de areia,
seguro entre os dedos de outras estrelas)
mas apenas um resto de brisa
saído de um desfolhar de pétalas.
tudo se sustém,
tudo aguarda, quieto,
a fotografia de um anjo
que passa apenas passando
e ao passar nos deixa
a sensação estranha de não haver nomes,
nem tempo, nem sequer o sol
(esse supremo grão de areia,
seguro entre os dedos de outras estrelas)
mas apenas um resto de brisa
saído de um desfolhar de pétalas.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
"Encontros imaginários" na Amadora
Os primeiros "Encontros Imaginários na Amadora" decorrerem ontem (17 de fevereiro) na Biblioteca Fernando Piteira Santos. Este evento cultural resulta de uma parceria entre aAssociação Amadora Ppf e o Teatro Passagem de Nível. A sala estava cheia e entre ospresentes estavam o autor, Hélder Costa, e o desenhador amadorense José Ruy.
Neste encontro, estiveram sentados sobre a coordenação de Jacinto Furtado, o cauteloso Professor Salazar, o corajoso Humberto Delgado e a infeliz Soror Mariana. E foi uma conversa muito elucidativa e com momentos hilariantes.
Atores: António Oliveira Salazar ( Porfíriio Lopes), Soror Mariana Alcoforado (Matilde Cañamero), Humberto Delgado (João Moreira) e o entrevistador(Jacinto Furtado)
Próximo encontro, decorrerá no mesmo espaço, no próximo dia 17 de Março com Jesus Cristo, Goebbels e Mao-Tse-Tung.
Marque já na sua agenda!
Neste encontro, estiveram sentados sobre a coordenação de Jacinto Furtado, o cauteloso Professor Salazar, o corajoso Humberto Delgado e a infeliz Soror Mariana. E foi uma conversa muito elucidativa e com momentos hilariantes.
Atores: António Oliveira Salazar ( Porfíriio Lopes), Soror Mariana Alcoforado (Matilde Cañamero), Humberto Delgado (João Moreira) e o entrevistador(Jacinto Furtado)
Próximo encontro, decorrerá no mesmo espaço, no próximo dia 17 de Março com Jesus Cristo, Goebbels e Mao-Tse-Tung.
Marque já na sua agenda!
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Subscrever:
Mensagens
(
Atom
)











