quarta-feira, 10 de abril de 2013
Fotografias. Movimento. Método.
Ontem, dia 9 de Abril pelas 19:30, Duarte Belo foi o convidado da Tertúlia Fotográfica, organizada pelo MEF (Movimento de Expressão Fotográfica).
Durante 2 horas, apresentou partes da sua obra e do seu modus faciendi em torno da fotografia documental ligada sobretudo ao território e património português. Uma sala cheia (Cinema City Alvalade) pode contatar com as fotos, a organização e algumas expedições fotográficas que o fotógrafo Duarte Belo tem encetado pelo nosso pais.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Hoje o "Árvore com voz" foi citado na revista de imprensa da Mútua
Hoje, para surpresa minha, uma das colegas responsáveis pela área da Comunicação da Mútua, colocou o "Árvore com Voz" na Nota de Imprensa, que distribuiu pela empresa, relativa à tomada de posse dos novos Órgãos Sociais da Mútua dos Pescadores.
Obrigado, Marta.
Onde nasceu o estilo Manuelino do Mosteiro dos Jerónimos ?
Ontem ao visitar Setúbal, um amigo mostrou-me o exterior da Convento e Igreja de Jesus. Informou-me que este conjunto de património religioso foi um ensaio para aquilo que viria a ser a arquitetura do Mosteiro dos Jerónimos em Belém.
Realmente as semelhanças são muito curiosas. A foto tem pouca qualidade, porque foi tirada com o telemóvel.
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| Convento e Igreja de Jesus em Setúbal (Séc.XV) |
sábado, 6 de abril de 2013
Vila do Conde
Hoje estive neste lugar único de Portugal que se chama Vila do Conde. Lugar mágico, pela sua história, património, beleza natural e as suas genuínas e nobres gentes. Vi o meu colega e amigo José Bouça Nova (ainda a convalescer de um AVC) que reúne todos os predicados da cidade.
Aqui deixo algumas fotografias tiradas à saída da tomada de posse dos novos Órgãos Sociais da Mútua dos Pescadores. Melhor local não podia haver para iniciar este novo mandato. Até sempre, Vila do Conde.
| Mosteiro de Santa Clara - Século XIV |
| Rio Ave |
| Capela de São Sebastião (Azurara) - Século XIV |
terça-feira, 2 de abril de 2013
A Páscoa na Beira-Baixa
Tempo de Páscoa significa tempo de renascimento (ou ressurreição). A festa religiosa que celebra a paixão, crucificação e ressuscitação de Jesus entrelaça-se com o deslumbre pagão da chegada da primavera, do rebentar das folhinhas e do acasalamento das aves. E a vida, que à semelhança da mensagem pascal do "Novo Testamento", regressa depois da escuridão invernal (mortal).
Para contemplar ambos os fenómenos - o cristão e o pagão - escolho sempre uma aldeia profunda da Beira-Baixa, onde a natureza tem um esplendor tremendo nesta época do ano e as celebrações católicas são muito rigorosas, antigas e caraterísticas.
Por estes lugares, passou a história de Portugal: dos castros lusitanos ao romanos, dos castelos templários às invasões francesas. E há muitos apontamentos patrimoniais a toda estes lugares da história por toda a aldeia.
Uma verdade é para mim absoluta e tirânica: Salvaterra do Extremo (Idanha-a-nova, Castelo Branco) tem magia.
Aqui deixo algumas fotos que tirei durante a última semana.
Para contemplar ambos os fenómenos - o cristão e o pagão - escolho sempre uma aldeia profunda da Beira-Baixa, onde a natureza tem um esplendor tremendo nesta época do ano e as celebrações católicas são muito rigorosas, antigas e caraterísticas.
Por estes lugares, passou a história de Portugal: dos castros lusitanos ao romanos, dos castelos templários às invasões francesas. E há muitos apontamentos patrimoniais a toda estes lugares da história por toda a aldeia.
Uma verdade é para mim absoluta e tirânica: Salvaterra do Extremo (Idanha-a-nova, Castelo Branco) tem magia.
| Quelha de Segura - Percurso pedonal (1,5 km) - Propriedade Casa Pinheiro (?) |
| Quelha de Segura - Percurso pedonal (1,5 km) |
| Rio Erges (Afluente do Tejo) no Vale de Idanha, no sentido montante |
| Rio Erges (Afluente do Tejo) no sentido jusante. No cimo da elevação ao fundo, está edificada Salvaterra do Extremo |
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quarta-feira, 20 de março de 2013
Carta Aberta ao cronista do Expresso, Henrique Raposo, a propósito da sua crónica "Quinto Império entre maquises"
Caro Henrique,
Li a sua crónica do Expresso e gostei. Declaro de antemão que vivo numa casa com marquise defronte do Quinto Império da Reboleira. Por esta razão, sou testemunha que a existir Quinto Império , e eu acho que ele existe, ele vive por estes meandros de subúrbio, onde Portugal se mistura com as pessoas de um mundo cujas origens remontam às paragens que outrora ligámos nesse processo conhecido como "Os Descobrimentos".
Acredito numa tese lusitana para juntar as pessoas através da fraternidade e construir um imenso império da humanidade. Creio mesmo que o catolicismo, atacado por dentro e por fora, será uma via favorável para esse efeito. Não percebo porquê o medo de palavras como "velho" ou "pobre" ou "caridade". Não temos afinal de nos aceitar para aceitarmos o Outro ? Quando eu for velho quero que me chamem velho, quando eu for pobre quero que me chamem pobre e quero dar e receber, apenas porque gosto de mim assim.
O Quinto Império é o império do outro, do diferente. Não tenho a utopia do multicultarismo urbano, porque isso não seria honesto. Quero apenas dizer que, na medida do possível as pessoas devem poder viver na Amadora como vivem numa África Europeia. Sou favorável ao gueto cultural (possível), não ao gueto marginal. Não devemos impor, mas sim convencer, dar espaço, respeitar e provavelmente chegaremos a um consenso. Essa será a nossa força: A diplomacia do amor - esses coloridos afluentes que tantas vezes desaguam no grande rio da miscigenação.
Se quer apreciar, como eu aprecio, até chegar quase a uma ligeira comoção, desloque-se domingo ou sábado à noite ao Dolce Vita Tejo. A paisagem urbana daquele espaço é um salmo ao " Quinto Império das marquises". Ainda que aquele templo seja dedicado ao deus menor do consumo, prova-nos que havendo um deus e gente comungando uma crença fundamental, o quinto império pode ser mais do que uma utopia quinhentista.
Cumprimentos deste seu leitor. Leio-o sempre. Nem sempre concordo. Julgo que estas diferenças, devem-se a sermos de famílas políticas diferentes - com todas as diferenças que habitualmente as nossas opções políticas acarretam se forem tomadas em consciência com o nosso passado e com as nossas expetativas para o futuro. Mas esta crónica do "Quinto Império entre marquizes" foi na moche, caro Henrique, foi na moche.
Conhecer para quê ?
O exercício do estudo e o desenvolvimento do conhecimento atual é vista de uma forma utilitarista ou mercantilista.
Explico: Se alguém se propõe a estudar ou a desenvolver o conhecimento existente (investigação) de forma a garantir o bem estar coletivo num futuro próximo ou de prazos mais prolongados (visão utilitarista), parece-me razoável.
Já não estou tão de acordo com a visão mercantilista do estudo, porque me parece esvaziada do seu vetor ético e social.
A primeira intenção do estudo deve ser o garante do repositório cultural herdado. Parece-me que é essa a primeira função dos estudos superiores: Garantir a perpetuação do já existe e, caso possível, acrescentar-lhe algo.
Se a prática desse estudo se enquadra, ou não, no espaço de mercado de emprego momentâneo, parece-me no mínimo discutível devido à superficialidade do atual sistema capitalista.
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