quarta-feira, 20 de março de 2013
Conhecer para quê ?
O exercício do estudo e o desenvolvimento do conhecimento atual é vista de uma forma utilitarista ou mercantilista.
Explico: Se alguém se propõe a estudar ou a desenvolver o conhecimento existente (investigação) de forma a garantir o bem estar coletivo num futuro próximo ou de prazos mais prolongados (visão utilitarista), parece-me razoável.
Já não estou tão de acordo com a visão mercantilista do estudo, porque me parece esvaziada do seu vetor ético e social.
A primeira intenção do estudo deve ser o garante do repositório cultural herdado. Parece-me que é essa a primeira função dos estudos superiores: Garantir a perpetuação do já existe e, caso possível, acrescentar-lhe algo.
Se a prática desse estudo se enquadra, ou não, no espaço de mercado de emprego momentâneo, parece-me no mínimo discutível devido à superficialidade do atual sistema capitalista.
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quinta-feira, 14 de março de 2013
Quinto Império
Da minha marquise
contemplo o Quinto Império
ou apenas a Reboleira ?
Mas afinal o que é o "Quinto Império" ?
É o quinto porque é essa a sua ordem de existência relativamente aos que existiram até ao momento da sua evocação, no século, XVII, pelo Padre António Vieira.
Este império, ao contrário dos anteriores, não baseava a sua hegemonia na força, nem pretendia uniformizar os diferentes povos como forma de controlo. Seria antes disperso e constituído por múltiplas culturas. Um imperador católico regeria um império universal cristão e aproveitaria a rede de missões católicas portuguesas para se implantar do Japão ao Brasil, da costa africana aos países banhados pelo Índico.
O projeto do "Quinto Império" nasce também para combater outras ideias e interesses de índole politica como a supremacia marítima holandesa e inglesa que desde a perda de independência lusitana se emancipavam. Por esta razão, o mito do quinto império engrossa os argumentos dos conjurados que lutam pela Restauração que acontece em 1640. Portugal pode assim acalentar o sonho de Vieira de retomar a liderança militar e politica entretanto perdida e, quiça, fazer nascer o Quinto Império - O reino das fraternidades.
contemplo o Quinto Império
ou apenas a Reboleira ?
Mas afinal o que é o "Quinto Império" ?
É o quinto porque é essa a sua ordem de existência relativamente aos que existiram até ao momento da sua evocação, no século, XVII, pelo Padre António Vieira.
Este império, ao contrário dos anteriores, não baseava a sua hegemonia na força, nem pretendia uniformizar os diferentes povos como forma de controlo. Seria antes disperso e constituído por múltiplas culturas. Um imperador católico regeria um império universal cristão e aproveitaria a rede de missões católicas portuguesas para se implantar do Japão ao Brasil, da costa africana aos países banhados pelo Índico.
O projeto do "Quinto Império" nasce também para combater outras ideias e interesses de índole politica como a supremacia marítima holandesa e inglesa que desde a perda de independência lusitana se emancipavam. Por esta razão, o mito do quinto império engrossa os argumentos dos conjurados que lutam pela Restauração que acontece em 1640. Portugal pode assim acalentar o sonho de Vieira de retomar a liderança militar e politica entretanto perdida e, quiça, fazer nascer o Quinto Império - O reino das fraternidades.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Um pouco de Torga
Como hei-de saber o que desejo,
Se tudo o que não tenho me apetece?
A minha vida é mesmo essa quermesse
Negativa.
Vivo
A sonhar ser conviva
Doutro banquete.
Miguel Torga
Uma espécie de Haiku*
Da janela da sala
Vejo o Mar
Quando fecho os olhos
* Haikai (Haiku ou Haicai) é uma forma poética de origem japonesa,
que valoriza a concisão e a objetividade. Os poemas têm três linhas,
contendo na primeira e na última cinco caracteres japoneses
(totalizando sempre cinco sílabas), e sete caracteres na segunda linha (sete sílabas).
Vejo o Mar
Quando fecho os olhos
* Haikai (Haiku ou Haicai) é uma forma poética de origem japonesa,
que valoriza a concisão e a objetividade. Os poemas têm três linhas,
contendo na primeira e na última cinco caracteres japoneses
(totalizando sempre cinco sílabas), e sete caracteres na segunda linha (sete sílabas).
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Aves de Lisboa III - Garça Real
Ontem mais um passeio ao Parque Aventura na Amadora para rever o Goraz (Garça Noturna) que não revi. Mas fiquei surpreendido quando, em vez dele, encontrei uma enorme Garça Real.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Sem história
Para a Lurdes que devido a doença não me reconheceu ontem
somos os mortos,
histórias irrepetíveis,
nós caprichosos que se atam
e desatam,
fios de lã
que se afastam para sempre do novelo
bailando sozinhos
pelo céu adentro.
somos os mortos,
histórias irrepetíveis,
nós caprichosos que se atam
e desatam,
fios de lã
que se afastam para sempre do novelo
bailando sozinhos
pelo céu adentro.
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