Da minha marquise
contemplo o Quinto Império
ou apenas a Reboleira ?
Mas afinal o que é o "Quinto Império" ?
É o quinto porque é essa a sua ordem de existência relativamente aos que existiram até ao momento da sua evocação, no século, XVII, pelo Padre António Vieira.
Este império, ao contrário dos anteriores, não baseava a sua hegemonia na força, nem pretendia uniformizar os diferentes povos como forma de controlo. Seria antes disperso e constituído por múltiplas culturas. Um imperador católico regeria um império universal cristão e aproveitaria a rede de missões católicas portuguesas para se implantar do Japão ao Brasil, da costa africana aos países banhados pelo Índico.
O projeto do "Quinto Império" nasce também para combater outras ideias e interesses de índole politica como a supremacia marítima holandesa e inglesa que desde a perda de independência lusitana se emancipavam. Por esta razão, o mito do quinto império engrossa os argumentos dos conjurados que lutam pela Restauração que acontece em 1640. Portugal pode assim acalentar o sonho de Vieira de retomar a liderança militar e politica entretanto perdida e, quiça, fazer nascer o Quinto Império - O reino das fraternidades.
quinta-feira, 14 de março de 2013
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Um pouco de Torga
Como hei-de saber o que desejo,
Se tudo o que não tenho me apetece?
A minha vida é mesmo essa quermesse
Negativa.
Vivo
A sonhar ser conviva
Doutro banquete.
Miguel Torga
Uma espécie de Haiku*
Da janela da sala
Vejo o Mar
Quando fecho os olhos
* Haikai (Haiku ou Haicai) é uma forma poética de origem japonesa,
que valoriza a concisão e a objetividade. Os poemas têm três linhas,
contendo na primeira e na última cinco caracteres japoneses
(totalizando sempre cinco sílabas), e sete caracteres na segunda linha (sete sílabas).
Vejo o Mar
Quando fecho os olhos
* Haikai (Haiku ou Haicai) é uma forma poética de origem japonesa,
que valoriza a concisão e a objetividade. Os poemas têm três linhas,
contendo na primeira e na última cinco caracteres japoneses
(totalizando sempre cinco sílabas), e sete caracteres na segunda linha (sete sílabas).
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Aves de Lisboa III - Garça Real
Ontem mais um passeio ao Parque Aventura na Amadora para rever o Goraz (Garça Noturna) que não revi. Mas fiquei surpreendido quando, em vez dele, encontrei uma enorme Garça Real.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Sem história
Para a Lurdes que devido a doença não me reconheceu ontem
somos os mortos,
histórias irrepetíveis,
nós caprichosos que se atam
e desatam,
fios de lã
que se afastam para sempre do novelo
bailando sozinhos
pelo céu adentro.
somos os mortos,
histórias irrepetíveis,
nós caprichosos que se atam
e desatam,
fios de lã
que se afastam para sempre do novelo
bailando sozinhos
pelo céu adentro.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Aves de Lisboa (II) - Goraz ou Garça Noturna
Ontem, enquanto fazia o meu passeio noturno e digestivo pelas ruas da Amadora, enveredei pelo Parque Aventura, que envolve a recuperada Ribeira da Falagueira. Qual é o meu espanto, quando percebi que uma pequena garça cinzenta , rara em Portugal (150 a 200 casais), denominada Goraz (Nycticorax nycticorax) se alimentava a juzante da ribeira, já perto da Rotunda com o monumento aos bombeiros. Quando cheguei a casa, verifiquei o guia e era mesmo um Goraz. É uma ave migratória (Estival) com gostos noturnos. É mais comum no Paul de Boquilobo(Ribatejo) e há também alguns espécimes no Jardim Zoológico.
Imagens retiradas do site: http://avesdelisboa.blogspot.pt/2010/02/goraz-ou-garca-noturna-no-jardim.html
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| Parque Aventura - Ribeira da Falagueira |
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