Há um tempo para agir e outro para refletir.
Conta-se que em outros tempos, numa margem de um rio, dois engenheiros romanos discutiam como construir uma ponte e, na outra margem dois filósofos discutiam se deviam ou não construí-la.
A meu ver, chegámos a um tempo propício aos filósofos.
Com todo aquilo que descobrimos e desenvolvemos nas ciências humanas e exatas, com a tecnologia que já possuímos, devemos essencialmente perguntar o que fazer com tudo isto, antes de criarmos mais artefactos.
Parar para pensar e depois agir com convicções fortes e definidas.
quinta-feira, 1 de março de 2012
O tempo dos filósofos
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Raça e História
Acabei de ler um livro que, depois da Bíblia e do "Discurso do Método", mais respostas fornece sobre a história das mentalidades: "Raça e História" de Claude Leví-Strauss. Este livro, encomendado e publicado pela Unesco, em 1952, tem como objetivo acelerar um novo ciclo de relações entre o Velho e o Novo Mundo (Pós-Colonial). Em suma, e a apesar do título, é intenção do autor desabilitar o conceito de Raça (Os europeus ainda se refaziam nesta altura do trauma do Holocausto Nazi) e promover o argumento cultural no seu lugar.
A obra inicia um périplo de 10 capítulos bem definidos, evocando a supremacia das culturas sobre as raças - que segundo Levi-Strauss são muito poucas relativamente às primeiras(Culturas). Este ponto de partida é prolifero e esperançoso e arruma com as teses racistas e geneticistas.
Abordar todos os capítulos do livro era demasiado exigente para a natureza de um blog. Acrescento apenas um corolário ao capítulo 7 - "Lugar da Civilização Ocidental", onde o autor demonstra que a aculturação ocidental do resto do mundo, levada em grande parte pelo processo de industrialização, é forçada. Os povos não-ocidentais foram forçados à "Ocidentalização" das suas culturas pelos países da Europa Ocidental ( e EUA) que tinham uma estratégia para esse efeito.
Existe contudo uma réstia da cultura pré-ocidental nos povos aculturados. Levado ao limite (eis o corolário!), este conceito transforma, cada ser humano, num missionário que leva dentro de si uma micro-cultura disponível a conquistar o possível.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Rosebud
Imagem do filme "Citizen Kane" de Orson Wells.
A cena em que Kane conhece o preceptor que o levará para longe dos seus pais e do seu trenó "Rosebud".
Não seria exagerado afirmar que em cada um de nós sobrevive o espectro de um "Rosebud". Algo que perdemos e sabemos de antemão que nunca mais recuperamos. No entanto, essa coisa inacessível motiva-nos, dá-nos força para caminhar em busca de um trenó que nem sabemos onde estará agora. Esse espetro influencia as nossas escolhas, conduz-nos como se não tivéssemos vontade própria, nem arbítrio ou outras razões mais vitais para além de "Rosebud".
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Desafiar o destino
Estava há alguns meses a jogar no Sporting Clube Portugal, era búlgaro e a vida profissional não corria muito bem. Não marcava golos, nem fazia boa exibições.
Num jogo com pouco interesse competitivo contra o Moreirense, contrariou as definições do treinador, quando empurrou um colega de equipa para que fosse ele a marcar uma grande penalidade. Falhou.
Mais tarde, disse numa conferência que "Foi o destino que decidiu.".
Eu acho que Bojinov quis forçar o destino.
Quis perceber se valia a pena, ou não, continuar a jogar entre os Leões. O destino disse-lhe que não. Soube perguntar, como quem, há 2000 anos, perguntava ao Oráculo de Delfos. Soube escutar a voz dos deuses.
Foi dispensado do clube sem honras nem glória. Mas cumpriu-se o destino sem delongas.
A presença da ausência
Li, num escaparate do Jumbo, algumas páginas de uma biografia de Steve Jobs, ex-CEO da Apple. Entre uma lista de pontos fortes atribuídos a Jobs, reparei que um deles era mais invulgar: a capacidade estática. O livro, citando Jobs, revelava: "A Apple orgulha-se tanto dos produtos que lançou no mercado, como daqueles que não lançou."
domingo, 29 de janeiro de 2012
Teoria do caos
É fan-tás-ti-co.
O embuste continua embuste.
Todos o reconhecem.
Espelho refletindo
um lago de sal.
O enforcado é tão-só
alguém que se enganou no último cruzamento.
É um dia de sol
entretanto nublado.
A verdade é orgânica
e hoje entendi-o.
Por isso
e só por isso
caminho com gosto
entre as gentes da Reboleira.
O embuste continua embuste.
Todos o reconhecem.
Espelho refletindo
um lago de sal.
O enforcado é tão-só
alguém que se enganou no último cruzamento.
É um dia de sol
entretanto nublado.
A verdade é orgânica
e hoje entendi-o.
Por isso
e só por isso
caminho com gosto
entre as gentes da Reboleira.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
1 imagem = 1001 palavras
Nem todas as imagens valem mil palavras. Esta vale de certeza. Por isso, não digo mais nada. Concluam ou especulem se acharem que vale a pena.
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