É fan-tás-ti-co.
O embuste continua embuste.
Todos o reconhecem.
Espelho refletindo
um lago de sal.
O enforcado é tão-só
alguém que se enganou no último cruzamento.
É um dia de sol
entretanto nublado.
A verdade é orgânica
e hoje entendi-o.
Por isso
e só por isso
caminho com gosto
entre as gentes da Reboleira.
domingo, 29 de janeiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
1 imagem = 1001 palavras
Nem todas as imagens valem mil palavras. Esta vale de certeza. Por isso, não digo mais nada. Concluam ou especulem se acharem que vale a pena.
sábado, 21 de janeiro de 2012
Citizen Kane
A Cinemateca Portuguesa abriu ontem o ciclo "Não o levarás contigo - Economia e Cinema" com o filme de Orson Wells, "Citizen Kane". O filme foi escolhido e apresentado pelo economista e ex-ministro Luis Campos e Cunha, que justificou a sua escolha como não sendo óbvia e por isso mais interessante e apetitosa.
Concordo com ele, o dinheiro não é na essência matéria de economistas. É matéria do foro da vida. Charles Forster Kane, personagem central do filme, quer ser amado sem amar. Julga que o poder e o dinheiro podem comprar o amor dos outros. Engana-se e acaba por construir um mundo à parte, o palácio de Xanadu, por que o mundo real, no fundo, despreza-o.
Fiquei com a ideia que o professor Campos e Cunha tem em mente um projeto politico que passa pela criação de uma alternativa partidária. Será ?
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Parabéns, Eugénio
Em sua homenagem, deixo a bandeira a meia-haste e o final do seu poema "Mãe":
"(...)
ainda ouço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal…
Mas tu sabes a noite é enorme,
E todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
Dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
(...)"
E acho que ele foi mesmo com as aves. Tão leve, caminhava sobre as nuvens.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Exortação
Uma mole de gente descia a rua. A tarde era cinzenta e de chuviscos. Tudo em redor parecia uma fotografia dos dias anteriores, à excepção daquela pequena multidão, empunhando cartazes e lançando algumas palavras de ordem.
Eram várias as mensagens dos cartazes. Retive a frase, escrita a letras vermelhas mal formatadas, de um deles: "DEUS NOS DEFENDA DE NÓS PRÓPRIOS!".
Eram várias as mensagens dos cartazes. Retive a frase, escrita a letras vermelhas mal formatadas, de um deles: "DEUS NOS DEFENDA DE NÓS PRÓPRIOS!".
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Uma mente brilhante
O rapaz arrependeu-se de pensar. Disse que estava a divagar e regressou ao discurso ensaiado de quem cumpre um papel teatral.
"É pena" pensei eu, que há dias atrás comentava com um homem de letras, sobre a pouca popularidade das ciências humanas entre as pessoas.
É tal a propaganda do pensamento físico-matemático, que até chamaram à biografia de um matemático norte-americano que sofria de esquizofrenia: "Uma mente brilhante".
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Inventário da traição
Numa longa fila de trânsito, à saída da cidade, pensou:
"Uma cadeira de balanço, uma lareira, uma janela, um copo de brandy, um cão de caça, uma gata zarolha, um estômago, uma espingarda e um livro de aventuras.
Se era isto que eu queria, porque me traí?"
"Uma cadeira de balanço, uma lareira, uma janela, um copo de brandy, um cão de caça, uma gata zarolha, um estômago, uma espingarda e um livro de aventuras.
Se era isto que eu queria, porque me traí?"
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