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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Uma mente brilhante



O rapaz arrependeu-se de pensar. Disse que estava a divagar e regressou ao discurso ensaiado de quem cumpre um papel teatral.

"É pena" pensei eu, que há dias atrás comentava com um homem de letras, sobre a pouca popularidade das ciências humanas entre as pessoas.

É tal a propaganda do pensamento físico-matemático, que até chamaram à biografia de um matemático norte-americano que sofria de esquizofrenia: "Uma mente brilhante".

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Inventário da traição

Numa longa fila de trânsito, à saída da cidade, pensou:


"Uma cadeira de balanço, uma lareira, uma janela, um copo de brandy, um cão de caça, uma gata zarolha, um estômago, uma espingarda e um livro de aventuras.


Se era isto que eu queria, porque me traí?"

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Aprender com a História





Passados alguns anos do início da revolução francesa (1789-1799), Napoleão Bonaparte desalentado, relatou numa carta:"Nada mais interessa do que dinheiro e poder. Dinheiro e poder.".
A fraternidade, a igualdade e a liberdade eram apenas slogans revolucionários em que já ninguém acreditava. Tinha terminado um pacto social denominado Antigo Regime e começava outro regime. Mas os fundamentos da mudança tinham tido uma vida curta. 
Curta demais.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Quando o rio enfurece (Wild River) - Elia Kazan




Está em marcha o New Deal do Presidente Roosevelt. Este acordo, promove um conjunto de grandes obras públicas com o intuito de modernizar os Estados Unidos da América. No Rio Tennesse, projecta-se a construção de dezenas de barragens que levaram o progresso aos estados mais atrasados do sul. À cidade de provincia, chega o homem do futuro, Montgomery Clift, enviado por uma agência governamental para negociar o último terreno da região com uma irredutível proprietária de 80 anos. Ele representa a mudança, que gera a crise. "Wild River" relata o choque inevitável entre dois mundos. 


Elia Kazan que havia já realizado um documentário sobre esta região, realiza este filme com saudáveis 30 anos depois do New Deal. Agora tem o distanciamento suficiente para expor os seus argumentos de forma mais aberta e sensata. Kazan, como homem de teatro, traz para a 7ª arte um estilo próprio de filmar conflitos, de configurar as cenas e de  expor as posições das personagens de uma forma muito definida. Como dificilmente o reverei, não pode deixar de registar este filme no blogue, como forma de  eternizar, o mais possível, o bom momento que vivi hoje na Cinemateca de Lisboa.



Quando o Rio se Enfurece


Título original:
Wild River
De:
Elia Kazan
Com:
Jo Van FleetLee RemickMontgomery Clift
Género:
Drama
Outros dados:
EUA, 1960, Cores, 110 min

domingo, 18 de dezembro de 2011

A dupla medida de um homem


"Ainda jovem, fiquei absolutamente espantado, quando soube que Napoleão, no cerco de Toulon, tremia como uma vara. Um oficial que estava perto dele, disse-lhe:"Mas estás a tremer de medo!". Napoleão respondeu-lhe: "Se tivesses o medo que eu tenho já terias fugido a sete pés daqui".


Roberto Rossellini - Realizador

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Mondego

O documentário da vida selvagem realizado desde a nascente (Mondeguinho) do Rio Mondego à sua foz (Figueira da Foz) por Daniel Pinheiro tem uma excelente qualidade. Foi realizado no âmbito de um projecto final do seu mestrado em produção de documentários da vida selvagem na Universidade de Salford, onde foi aluno do famoso David Attenborough. O potencial destes documentários num pais tão diversificado e bonito é imenso. Obrigado, Daniel. Pelo trabalho e pela paciência para conseguir filmar o raro melro de água. 




A Perspectiva das Coisas - A Natureza-Morta na Europa


Paul Cézanne - Natureza -morta com Pote de Gengibre e Beringelas - 1893-94

Dizia Napoleão Bonaparte:" Posso perder mil homens, uma oportunidade nunca". Por esta razão, não perca a oportunidade de admirar um conjunto de obras de arte, vindas de todo mundo, e reunidas sobre a égide da forma de expressão pictórica "Natureza Morta".

A história da pintura do final do século XIX e XX olhada através de "coisas".
Exactamente!
Coisas desligadas do seu ambiente natural e por isso mesmo "mortas". É um exercício de estilo, que obviamente os pintores da modernidade não renegaram - eles mesmos, dados como ninguém à experimentação.

 A exposição divide-se em 12 Núcleos, como por exemplo, "Estrutura e Espaço", "A essência das coisas: materialidade e imaterialidade ou "A crise do objecto: sonhos e pesadelos", onde estão representados pintores de referência , como Manet, Monet, Renoir, Van Gogh, Gauguin, Cézanne, Braque,Picasso, Gris, Dali, Magritte ou Matisse. Pode ainda ver obras dos portugueses Amadeo Souza-Cardoso, Eduardo Viana Mário Eloy e Vieira da Silva.


A Perspectiva das Coisas. A Natureza-Morta na Europa

Terça a Domingo
Galeria de Exposições Temporárias da Fundação Calouste Gulbenkian
Até 8 de Janeiro

Curadoria: Peter Cherry
Preço: 5€
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