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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A Perspectiva das Coisas - A Natureza-Morta na Europa


Paul Cézanne - Natureza -morta com Pote de Gengibre e Beringelas - 1893-94

Dizia Napoleão Bonaparte:" Posso perder mil homens, uma oportunidade nunca". Por esta razão, não perca a oportunidade de admirar um conjunto de obras de arte, vindas de todo mundo, e reunidas sobre a égide da forma de expressão pictórica "Natureza Morta".

A história da pintura do final do século XIX e XX olhada através de "coisas".
Exactamente!
Coisas desligadas do seu ambiente natural e por isso mesmo "mortas". É um exercício de estilo, que obviamente os pintores da modernidade não renegaram - eles mesmos, dados como ninguém à experimentação.

 A exposição divide-se em 12 Núcleos, como por exemplo, "Estrutura e Espaço", "A essência das coisas: materialidade e imaterialidade ou "A crise do objecto: sonhos e pesadelos", onde estão representados pintores de referência , como Manet, Monet, Renoir, Van Gogh, Gauguin, Cézanne, Braque,Picasso, Gris, Dali, Magritte ou Matisse. Pode ainda ver obras dos portugueses Amadeo Souza-Cardoso, Eduardo Viana Mário Eloy e Vieira da Silva.


A Perspectiva das Coisas. A Natureza-Morta na Europa

Terça a Domingo
Galeria de Exposições Temporárias da Fundação Calouste Gulbenkian
Até 8 de Janeiro

Curadoria: Peter Cherry
Preço: 5€

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Jardins de Monserrate - Excertos de uma utopia


Cada época, cada geração, cada sensibilidade expressa ou materializa a sua utopia. A utopia (Lugar Nenhum) de Thomas More cinge-se a uma ilha perfeita onde a razão e a justiça imperam. Era este o ideal de uma época, em que os novos mundos trazidos pelas caravelas estavam por descobrir. Quando o "Novo Mundo" dos  Gamas e dos Columbos surge, reformula-se a utopia, porque se sabe já de antemão que esta não será nenhuma ilha nos mares do sul. 

Muitas outras formas paradisíacas, interceptam-se e complementam-se, como é óbvio. A história está repleta de   utopias. Sempre acreditei que, apesar das utopias não se concretizarem, servem de referência - neste caso uma referência suprema. Como diria Descartes, se existe um ideal de perfeição e omnipotência, então Deus existe.


E por falar em perfeição e nas manifestações divinas, falemos nos belos e românticos jardins de Monserrate - Sintra, um lugar onde homens muito ricos como William Beckford ou Sir Francis Cook poderam desafiar os deuses e conciliar uma visão pessoal de paraíso. Riqueza e Beleza, esse privilégio dos homens afortunados que lhes possibilita conciliar "Negócio" e "Ócio" no espaço de uma existência.

O jardim é por definição uma forma ordenada e humanizada de natureza. Logo, não foge aos gostos da época. O jardim e o palácio de Monserrate denota uma forte inspiração romântica expressa no orientalismo e exotismo, essa corrente que projecta os ingleses para o vasto império vitoriano. Uma cascata, um jardim de fetos árboreos, um jardim mexicano, a ruina de uma capela envolvida por uma luxuriante árvore da borracha e um arco indiano resultante de um espólio de guerra são alguns dos apontamentos que poderá encontrar através do sinuoso (mas aventuroso) caminho do jardim.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O memorável Sócrates


Morreu o futebolista brasileiro Sócrates. Foi capitão da selecção brasileira (1982-86), figura de destaque no Corinthians, médico e marxista por formação e vocação.

Quando questionado relativamente à  perda do títlulo mundial de futebol, num jogo onde o carrocel mágico do futebol brasileiro foi derrotado pelo defensivo e traiçoeiro esquema táctico da selecção italiana por 3-2, nos quartos-de-final da Copa do Mundo, ele respondeu:"Ser campeão é só um detalhe. Não se joga para ganhar, joga-se para não ser esquecido.".

Tinhas razão, Sócrates. Hoje eu ainda me lembro de ti, "Magrão". Porém, já não me lembro quem era o capitão da selecção italiana desse negro ano de 1982.

sábado, 3 de dezembro de 2011

A Idade Média Árabe


Acabei de televisionar uma entrevista com Louis Sako, Bispo de Kirkuk - Iraque. Ele referiu que por detrás da "Primavera Árabe", temos a mão do Islão. Basta escutar os slogans entoados pelas revoltosos no Egipto que juntam as palavras "Liberdade" e "Democracia" com "Alá". 


Democracia e estado clerical são incompatíveis, como mostra o processo histórico que se iniciou entre a Renascença e as Revoluções liberais.


"Parlamentarismo", "Sucessão" e "Divisão de Poderes" não rimam com alguns movimentos Islâmicos com projectos políticos na sua agenda. O Bispo pede aos seus amigos Imãs que não cometam os mesmos erros dos cristãos quando organizaram e mantiveram uma civilização baseada nos dogmas cristãos (Idade Média). Se há 500 anos atrás, deixou de fazer sentido, hoje não faz nenhum.


A comunidade cristã tem meio milhão de crentes no Iraque.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Sugestão

Aproveitem o feríado de 1 de Dezembro de 2011 como se fosse o último...

PS. Obrigado, Álvaro.

sábado, 26 de novembro de 2011

Tempos arriscados

Porque passamos quase todos por um momento de incerteza e de risco, precisamos sobretudo de nos rirmos de nós próprios. Não nos levarmos demasiado a sério, vai certamente ajudar.


E para rir, Charlie Chaplin oferece-nos uma ajuda. Também ele esteve fechado na jaula com o perigo, mas com a ajuda do amor conseguiu escapar-lhe.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Luiz Pacheco - Uma biografia

Quanto pediram, ao intratável escritor Luiz Pacheco, uma frase para a posteridade, ele vociferou: “Vão para a puta que os pariu!”



João Pedro George agarrou, e muito bem, nesta frase para intitular a biografia do escritor que também foi editor e tradutor. A não perder.

Autor: João Pedro George - Ed.Tinta da China
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