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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O memorável Sócrates


Morreu o futebolista brasileiro Sócrates. Foi capitão da selecção brasileira (1982-86), figura de destaque no Corinthians, médico e marxista por formação e vocação.

Quando questionado relativamente à  perda do títlulo mundial de futebol, num jogo onde o carrocel mágico do futebol brasileiro foi derrotado pelo defensivo e traiçoeiro esquema táctico da selecção italiana por 3-2, nos quartos-de-final da Copa do Mundo, ele respondeu:"Ser campeão é só um detalhe. Não se joga para ganhar, joga-se para não ser esquecido.".

Tinhas razão, Sócrates. Hoje eu ainda me lembro de ti, "Magrão". Porém, já não me lembro quem era o capitão da selecção italiana desse negro ano de 1982.

sábado, 3 de dezembro de 2011

A Idade Média Árabe


Acabei de televisionar uma entrevista com Louis Sako, Bispo de Kirkuk - Iraque. Ele referiu que por detrás da "Primavera Árabe", temos a mão do Islão. Basta escutar os slogans entoados pelas revoltosos no Egipto que juntam as palavras "Liberdade" e "Democracia" com "Alá". 


Democracia e estado clerical são incompatíveis, como mostra o processo histórico que se iniciou entre a Renascença e as Revoluções liberais.


"Parlamentarismo", "Sucessão" e "Divisão de Poderes" não rimam com alguns movimentos Islâmicos com projectos políticos na sua agenda. O Bispo pede aos seus amigos Imãs que não cometam os mesmos erros dos cristãos quando organizaram e mantiveram uma civilização baseada nos dogmas cristãos (Idade Média). Se há 500 anos atrás, deixou de fazer sentido, hoje não faz nenhum.


A comunidade cristã tem meio milhão de crentes no Iraque.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Sugestão

Aproveitem o feríado de 1 de Dezembro de 2011 como se fosse o último...

PS. Obrigado, Álvaro.

sábado, 26 de novembro de 2011

Tempos arriscados

Porque passamos quase todos por um momento de incerteza e de risco, precisamos sobretudo de nos rirmos de nós próprios. Não nos levarmos demasiado a sério, vai certamente ajudar.


E para rir, Charlie Chaplin oferece-nos uma ajuda. Também ele esteve fechado na jaula com o perigo, mas com a ajuda do amor conseguiu escapar-lhe.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Luiz Pacheco - Uma biografia

Quanto pediram, ao intratável escritor Luiz Pacheco, uma frase para a posteridade, ele vociferou: “Vão para a puta que os pariu!”



João Pedro George agarrou, e muito bem, nesta frase para intitular a biografia do escritor que também foi editor e tradutor. A não perder.

Autor: João Pedro George - Ed.Tinta da China

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A muy nobre arte de poemar no dia de finados

Novembro na praia é mesmo para quem gosta dela e só dela, porque não há nada para além de contemplá-la. 






Ao caminhar pela beira-mar, percebi que deixava um rasto até perder de vista. Olhando para esse carreiro, escrevi:


A geologia eterna dos meus passos
grava fósseis precários pela beira-mar de um mistério
que teimo em descrever-vos. 


Por detrás de mim,
como um alfabeto antigo,
fica um carreiro de pés em fuga para o mar. 


Esse mesmo mar 
onde escondidas, as ninfas, 
podem agora descansar e aguardar,
nos seus rendilhados lençóis de sal, 
o regresso do sol.




quarta-feira, 26 de outubro de 2011

"Robinson Crusoé" - Afinal tu não precisas de ninguém !


Na minha  santa infância, este clássico da literatura era, para mim, uma inocente história de um naufrago numa ilha sem vida humana que conheceu um dia um selvagem a quem chamou "Sexta-Feira".

Agora que ando a lê-lo e, com a ajuda do meu filho, a estudá-lo, percebo que é uma obra iniciática e uma espécie de bíblia do pensamento individualista, protestante e da colonialização inglesa.

Não creio que o seu autor, Daniel Defoe, se tenha preocupado em escrever uma obra filosófica. Ele quis escrever um best-seller de aventuras e por isso deixou-nos, de uma forma genuína, uma corrente de pensamento em estado bruto. Leiam. É revigorante (em tempos de crise) imaginarmos, que mesmo numa ilha, um homem, não só consegue sobreviver, mas ainda prosperar em todas as suas vertentes: material, intelectual e religiosa.

PS. Foi publicado 1719. Por isso, recomendo a versão de bolso para quem não tem muito tempo e deseja apenas ler o essencial.
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