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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Belo + Belo = Ruy


"Homem de Palavras(s)" é o mote para o colóquio internacional sobre Ruy Belo que a Fundação Calouste Gulbenkian promove nos próximos dias 3 e 4 de Novembro, em homenagem a um dos poetas centrais da segunda metade do século XX.

Ruy Belo é para mim um caso extremo de empatia. Parte do quotidiano para o sagrado, elegendo a memória como espaço privilegiado da sua inspiração.
Habita um espaço urbano, periférico às vezes, e dai eu goste tanto do poeta do Monte Abraão (Queluz).


Ruy Belo começou por ser bendito (devido sua ligação ao Catolicismo) e acabou por ser maldito, o que implicou mesmo ser excluído do sistema das "capelinhas" do poder e da literatura.


Bem haja o poeta das "Oh as casas as casas as casas" que deixo aqui um extracto:


"(...)Os ricos vivem nos seus palácios
mas a casa dos pobres é todo o mundo
os pobres sim têm o conhecimento das casas
os pobres esses conhecem tudo
Eu amei as casas os recantos das casas
Visitei casas apalpei casas
Só as casas explicam que exista
uma palavra como intimidade (...)"

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

República em calções

5 de Outubro. Dia de revolução. Dia  de mudança. E não há maneira melhor de homenagear a mudança do que estar em Outubro na praia a usufruir do melhor dia de praia de 2011.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

E antes que Setembro chegue ao fim, Ruy Belo


"Setembro é o teu mês, homem da tarde
anunciada em folhas como uma ameaça
Ninguém morreu ainda e tudo treme já
Ventos e chuvas rondam pelos côncavos dos céus
e brilhas como quem no próprio brilho se consome (...)"

Extracto de "Relatório e Contas" - Ruy Belo

DN Jotas na Bulhosa Livreiros



Apresentou-se ontem, na Livraria Bulhosa do Campo Grande, o livro "DN Jovem - entre o papel e a net" da jornalista (e mestre) Helena de Sousa Freitas.

Foi um marco histórico  reunir, creio que pela primeira vez, as gerações do suplemento da versão papel e da versão digital.

Foi com grande prazer que revi o Luis Filipe Silva, o Luis Graça, o Joaquim Cardoso Dias, o Álvaro Silva, o Pedro Mexia, a Adriana e o Manuel Silva. E que conheci o Sérgio Lavos e Ruben Ferreira.

Gostei da apresentação do livro efectuada pelo Pedro Mexia e pela Helena de Sousa Freitas. Porém, não posso deixar de referir a grandeza de alma do Manuel Silva que na sua intervenção reclamou a atenção para todos os outros responsáveis e quadros do DN que o ajudaram a levantar o incontornável DN Jovem.

Mexia, no seu melhor registo, focou um dado curioso: "O Estado Novo,  por razões de indole política, acabou com o suplemento juvenil do Diário de Lisboa. A Democracia acabou com o DN Jovem por razões comerciais".

Estaria lançada a polémica se houvesse quem a quisesse debater. Mas acho que também não é uma discussão rentável.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Uma tertúlia

Dez - Poesia reunida de 10 autores do DN Jovem
 (1995)




O Luís Filipe Silva falou-me, através do novo arauto do reino - o Facebook - do lançamento do livro "DN Jovem - entre o papel e a net" de Helena de Sousa Freitas. Disse-me que já tinha o livro e que estava bom. Referenciava-nos a ambos: a ele (bastante) e a mim . Fiquei curioso.



Segunda-feira, fui à Bertrand do Campo Pequeno e, depois de passar uma vista de olhos, comprei o livro. Pareceu-me bom e completo. "Pareceu-me" porque ainda não li detalhadamente. Mesmo assim encontrei algumas referências no livro que passo a citar e que ficam para memória futura - se é que vai haver memória futura desta nova era digital - dos encontros semanais com alguns dos colegas poetas e prosadores daquela época:

"Éramos sete ou oito colaboradores colaboradores da parte da escrita. Estou-me a lembrar: era eu (José Mário Silva), o Pedro Mexia, o Alexandre Andrade, o Luis Palma Gomes, a Margarida Vale de Gato, a Diana Almeida, o meu irmão, Manuel Deniz Silva. Portanto, era um grupo. Nós reuniamo-nos e era um complemento da experiência do DN Jovem. Por um lado, comentávamos o suplemento, aquilo que achávamos, de que tínhamos gostado mais e menos, líamos textos que estávamos a pensar enviar para o suplemento - ou que eram para ficar na gaveta-, para ter a opinião dos outros, comentávamos os livros que andávamos a ler, os filmes que víamos, etc. Era um encontro puramente cultural e, muitas vezes, a seguir íamos ver um filme todos juntos. E essa tertúlia durou bastante tempo, pelo menos uns dois ou três anos, até que, depois quer a vida académica, de estudos, quer a vida profissional, começou a torná-la inviável. Mas eu fiquei amigo dessas pessoas. Com umas estou mais, com outras menos, mas acho que se criou...um movimento seria exagerado, ou sequer uma corrente, ou sequer uma capelinha, nada disso...mas criou-se um leque de afinidades electivas que eu acho que permanece ainda hoje" recapitulou José Mário Silva três anos depos opinião similar expressa na Feira do Livro.

sábado, 17 de setembro de 2011

DN Jovem “biografado” em livro


Durante mais de uma dezena de anos, as terças-feiras foram aguardadas com ansiedade por muitos jovens criadores portugueses. Escritores, fotógrafos, ilustradores e cartoonistas em início de jornada contavam as horas para verificar se os trabalhos enviados para o DN Jovem haviam sido seleccionados. Helena de Sousa Freitas, Ex-Directora Adjunta do Diário de Notícias, escreve sobre aquele que foi, seguramente, o mais memorável suplemento de colaboração juvenil na imprensa do Portugal democrático. O livro chama-se “DN Jovem - Entre o Papel e a Net – História e Memórias de uma Transição”, é publicado pela Esfera do Caos e o lançamento é dia 28 de Setembro, às 18h 30m, apresentado por Pedro Mexia, na livraria Bulhosa Books & Living Entrecampos.


Post copiado do blog da revista "Os meus livros"
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