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sábado, 17 de setembro de 2011

DN Jovem “biografado” em livro


Durante mais de uma dezena de anos, as terças-feiras foram aguardadas com ansiedade por muitos jovens criadores portugueses. Escritores, fotógrafos, ilustradores e cartoonistas em início de jornada contavam as horas para verificar se os trabalhos enviados para o DN Jovem haviam sido seleccionados. Helena de Sousa Freitas, Ex-Directora Adjunta do Diário de Notícias, escreve sobre aquele que foi, seguramente, o mais memorável suplemento de colaboração juvenil na imprensa do Portugal democrático. O livro chama-se “DN Jovem - Entre o Papel e a Net – História e Memórias de uma Transição”, é publicado pela Esfera do Caos e o lançamento é dia 28 de Setembro, às 18h 30m, apresentado por Pedro Mexia, na livraria Bulhosa Books & Living Entrecampos.


Post copiado do blog da revista "Os meus livros"

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

"César está em casa"


No filme “Planeta dos Macacos: A Origem” (Rise of the Planet of the Apes),  César, um jovem macaco, encontra uma família adoptiva que o integra. Dá-lhe o carinho e a segurança que é habitual encontrar durante a infância. Fora da família, é óbvio que um macaco não se integra da mesma forma e à medida que cresce, o fosso entre ele e os humanos também se alarga. Preso numa instituição de acolhimento para primatas, César percebe o que é ser um macaco estúpido. César é fruto de uma experiência científica que revigora as ligações cerebrais como intuito de combater o Alzheimer. Este tratamento experimental aplicado na mãe de César, torna-o muito mais inteligente que os demais macacos. Coagido por um desejo de vingança, que cresce à medida dos maus tratos que sofre, César desenvolve dia-a-dia um projecto político: Cria alianças, arregimenta forças e aumenta-lhes as capacidades cognitivas. Entre os seus correligionários, encontra-se a força (um gorila), um intelectual (um orangotango) e um arruaceiro leal (um chimpanzé macho outrora rival).

Um dia, a revolta eclode e a óbvia repressão também. César refugia-se com os seus num bosque de sequóias na margem sul de S.Francisco. Mais tarde, o seu “dono” e amigo encontra-se com ele. Pede-lhe que reconsidere, que volte para casa, porque aquela atitude não o levará a lado nenhum. César recusa. E se até então apenas tinha conseguido dizer a palavra: “Não!” – agora encosta os seus lábios ao ouvido do ex-dono e, rodeado pelos da sua espécie, sussurra: ”César está em casa!”





terça-feira, 23 de agosto de 2011

Portugal positivo



Todos os dias a encabeçar a primeira página do Diário de Notícias, pode encontrar-se uma singela frase onde se anuncia um facto. Isso mesmo, um facto positivo e cuja objectividade não deixa espaço para dúvidas. O seu teor pretende sempre realçar o que de positivo e bom se faz em Portugal. Por exemplo, hoje, anuncia-se que o Azeite Gallo é a marca de azeite mais vendida no Brasil.

Bem hajam os optimistas, tão escassos neste "rectângulo".

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Onde estarei eu agora em criança ?

"Onde estarei eu agora em criança ?", escreveu  Fernando Pessoa.

Metido nas quatro paredes do escritório, lembro-me dos tempos de escola e fico a desejar que jogassemos "à-bola" de 90 em 90 minutos como nos velhos e bons intervalos da escola.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Ainda o Rinoceronte

Voltei aos Jardins da Gulbenkian como um criminoso volta ao local do crime. A besta continuava tranquila, pastando as horas vagas e quentes de Agosto.


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Rinoceronte de Dürer

Passear pelos Jardins da Fundação Gulbenkian é um momento de prazer seguro. "Pastando" na relva, quem eu vi lá ? O Rinoceronte do Dürer. Tirei um quarto de hora do almoço e fiz um esboço.



Albrecht Dürer é uma dos mais relevantes personalidades do Renascimento. Este alemão, filho de um ourives, foi desenhador, pintor, matemático e filósofo. Uma personalidade multifacetada como outras desta época (Da Vinci). Pintou o Rinoceronte, oferecido pelo Dom Manuel I ao Papa Leão X, que tanto furor fez na Europa Seiscentista. O extraordinário é que Dürer nunca viu o Rinoceronte e, ainda assim, efectuou este magnifico desenho - um colosso de imaginação, técnica e criatividade quando comparado com outras representações destes animais naquela época:


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Espaços vazios



Percorrendo o clássico livro  de desenho para iniciantes "Drawing on the rigth side of the brain", aprende-se o valor dos espaços vazios (Negative spaces - na tradução do citado livro) que envolvem as figuras que desejamos desenhar, ou melhor, realçar. Na verdade, ao desenhamos as margens dos espaços vazios, estamos a desenhar a figura envolvida neles. 


Também na música, os silêncios são determinantes e sobretudo marcam o ritmo. 


Na poesia, as quebras dos versos deixam-nos saborear o que acabámos de ler e permitem que as palavras ganhem fôlego para o próximo verso.

Talvez seja por isso, ou também por isso, que quem já viu o deserto diz que é uma paisagem e sensação inesquecíveis.

Como escreveu o dramaturgo irlandês Samuel Beckett: "Nothing is more real than nothing".
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