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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Rinoceronte de Dürer

Passear pelos Jardins da Fundação Gulbenkian é um momento de prazer seguro. "Pastando" na relva, quem eu vi lá ? O Rinoceronte do Dürer. Tirei um quarto de hora do almoço e fiz um esboço.



Albrecht Dürer é uma dos mais relevantes personalidades do Renascimento. Este alemão, filho de um ourives, foi desenhador, pintor, matemático e filósofo. Uma personalidade multifacetada como outras desta época (Da Vinci). Pintou o Rinoceronte, oferecido pelo Dom Manuel I ao Papa Leão X, que tanto furor fez na Europa Seiscentista. O extraordinário é que Dürer nunca viu o Rinoceronte e, ainda assim, efectuou este magnifico desenho - um colosso de imaginação, técnica e criatividade quando comparado com outras representações destes animais naquela época:


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Espaços vazios



Percorrendo o clássico livro  de desenho para iniciantes "Drawing on the rigth side of the brain", aprende-se o valor dos espaços vazios (Negative spaces - na tradução do citado livro) que envolvem as figuras que desejamos desenhar, ou melhor, realçar. Na verdade, ao desenhamos as margens dos espaços vazios, estamos a desenhar a figura envolvida neles. 


Também na música, os silêncios são determinantes e sobretudo marcam o ritmo. 


Na poesia, as quebras dos versos deixam-nos saborear o que acabámos de ler e permitem que as palavras ganhem fôlego para o próximo verso.

Talvez seja por isso, ou também por isso, que quem já viu o deserto diz que é uma paisagem e sensação inesquecíveis.

Como escreveu o dramaturgo irlandês Samuel Beckett: "Nothing is more real than nothing".

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

1 haiku


A urbe range
Mas a cigarra canta
Abro a janela


Haiku é uma forma poética de origem japonesa, que valoriza a concisão e a objetividade. Os poemas têm três linhas, contendo na primeira e na última cinco caracteres japoneses (totalizando sempre cinco sílabas), e sete caracteres na segunda linha (sete sílabas).


domingo, 26 de junho de 2011

Ulisses


O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo -
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.

Este que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.

Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre.

Fernando Pessoa em "Mensagem"

terça-feira, 14 de junho de 2011

Salva a Terra 2011


Este fim de semana, houve eco-festival em Salvaterra do Extremo: O "Salva a Terra". 4 dias de folgança, dança e muita natureza. Os músicos e as bandas eram todos muito bons. Realço o blues-folk de Frankie Chavez no Palco Pôr do Sol e "Velha Gaiteira", onde dois percussionistas e um tocador de gaita de foles deram um bom concerto. O meu local favorito era a tenda do Chá Livre. Tinha sempre 3 chás (Quentes e Frios) e pagava-se o que se queria. Bebia-se o chá debaixo de uma tenda magrebina com fofas almofadas e antigas edições da revista "LER". Quando tomava banho no rio Erges, passou um velho peugeot com uma pequena caravana. Era o casal (Hipie) do Chá Livre. Acenei um sentido adeus. Eles, em cima da ponte, corresponderam. Até à próxima, pessoal. Espero que se seja o mais cedo possível. Em 2013, "Salva a Terra" volta à aldeia raiana do concelho de Idanha-à-Nova.

PS. Aproveitei um momento entre as actividades do eco-festival, para desenhar uma janela em granito.

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