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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Combinações deliciosas

Há combinações fantásticas de pessoas, momentos e lugares. O tridente atacante de Figo-Eusébio-Cristiano, um dueto com a Amália e o Carlos do Carmo e a musica coral do século XV, “Belle que tiens ma vie”, cantada na Saint-Chapelle na ille de la Cité – Paris. Deixo-vos uma foto e um vídeo. E ainda a hercúlea tarefa de imaginar como seria o concerto:


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Uns e Outros

Ainda a propósito do ultimo post deste blog sobre educação, gostaria ainda de citar uma conversa que ouvi durante uma crise que aconteceu no SL Benfica nos anos 90. Perguntava o jornalista ao central brasileiro Carlos Mozer:

"Mozer, é verdade que o balneário do Benfica está dividido em 2 grupos ?".


Responde o Mozer:

"Sim, é verdade. Existem de facto 2 grupos. Os que trabalham e os que não trabalham".

É uma forma simples de ler as coisas. Mas o essencial, é perceber porque não trabalham alguns? E o que é que os lideres das organizações podem fazer para melhorar a produtividade dos mais renitentes em colaborar ?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A teoria do jogo da corda

Contava-me há pouco um jovem : "Existem dois grupos de jovens: Aqueles que vão para um colégio privado e são colocados desde muito cedo numa redoma de vidro para sempre. Depois há os da escola publica que pura e simplesmente passam a vida a boicotar a sua própria escola. Ambos os grupos puxam a corda em direcções opostas." Perguntei-me porquê esta vontade do segundo grupo em boicotar a sua própria educação ? Acho que eles rejeitam, sensatamente, que estejam a ser educados para servirem os outros, os do primeiro grupo. Rejeitam ser "another brick on wall".

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O herói-elefante

Um herói tem valores próprios e bem definidos. O grupo revê-se nele, apesar do herói muitas das vezes nem se aperceber da sua importância e da relevância dos seus valores espirituais. Ainda assim, o grupo, ansioso por uma liderança em que se reveja, reúne-se em torno dele, na clareira da floresta, que o herói abriu como fazem os elefantes.

O herói distancia-se do narcisismo, do mero interesse pessoal e sobretudo não se deslumbra com a visível popularidade. Quando isto acontece a sua heroicidade é cantada pelos poetas, amada pelos outros e invejada por alguns.

Precisamos de heróis, sempre.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A nossa Sophia


Na cerimónia de entrega do espólio da poetisa Sophia de Mello Breyner à Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), o filósofo Eduardo Lourenço disse: " A poesia não pertence à História da Literatura. A poesia pertence à história da vida".

Não diria mais nada.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Qualidade versus Quantidade

A teoria dos contrários diz-nos que sem a noção de escuridão, a luz não tem significado. E sem o Mal, não há o Bem - teoria tantas vezes usada em interrogatórios policiais (Polícia Mau /Polícia Bom). Na época de escassez que se advinha, é importante reflectir sobre o tema ou dilema: Qualidade/Quantidade.

A Era da Revolução Industrial criou o objectivo da quantidade e da massificação. A nova Era é da QUALIDADE ( e já começou "à bué"). Qualidade de vida, de processos, de gestão, entre muitas outras formas. Contudo, como a história nos ensina, a fronteira entre duas Idades não é uma linha mas sim um espaço. Uma área temporal (e às vezes geográfica) onde gradualmente uma forma de viver desaparece, enquanto outra surge na proporção inversa.

Hoje, temos um bom carro (com muitos cavalos), mas não temos tempo, nem dinheiro para ir a nenhum sítio especial. Amanhã, teremos apenas uma bicicleta, mas, pelo menos, meio-dia para dar "umas voltinhas" pela floresta onde chilreiam os pássaros e as crianças sorriem. Parece fácil e é. Mas as nossas cabecinhas industriais não deixam a qualidade surgir com a brevidade necessária para que  possamos usá-la em tempo útil de vida.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Maternidade


A maternidade é uma "cena de género " em que é representada uma mãe que segura e acaricia um recém-nascido que responde com carinho.

Esta pintura é um óleo de100x100, pintado em 1935, em Lisboa depois da estadia de Almada Negreiros em Madrid. A primeira exposição deste quadro foi no VI salão de arte moderna realizado em 1941. Hoje encontra-se em exposição no Centro de Arte Moderna na Gulbenkian. Esta pintura foi elaborada em pleno regime do Estado Novo.
Podemos dizer que o modernismo era a arte oficial do estado Português e estes artistas tinham apoios para evoluírem e "escoarem as suas obras ". Esta obra não é excepção. Desde 1935, José Almada Negreiros era apoiado pelo secretariado da propaganda nacional.
Este quadro é uma representação bastante simples e natural, usando apenas três cores ( as cores primarias ). A mãe é representada com uma certa robustez , isso é demonstrado com os contornos da roupa, a posição das mãos e dos pés sugerem uma viragem de Almada Negreiros para o neo-realismo. Esta obra evoca a relação mãe-filho , onde estes se acariciam mutuamente. Esta temática permite efectuar um paralelo com o regime do Estado Novo . O "ideário" fascista defende a mulher em casa, a mulher que tem o papel de ser mãe como preponderante. Digamos que esta obra sensibiliza esse gosto e desejo pela maternidade . Almada Negreiros com esta representação visa criar um clima intimista, simples e natural, fazendo uma espécie de metáfora do que é a relação Mãe-filho.
Esta obra enquadra-se na corrente artística do modernismo, apesar de alguns elementos desta obra, como a posição ofertante das mãos e a posição dos pés, iniciarem um processo de viragem para o neo-realismo.

Autor: Pedro M. de Castro
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