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sábado, 7 de março de 2009

O efeito borboleta, a juventude e as drogas

Uma célebre função matemática denominada por Efeito Borboleta transforma valores iniciais com pequenas diferenças em resultados finais muito distantes (ver Wiki). A representação gráfica no referencial cartesiano lembra as asas de uma borboleta e dai o seu nome de baptismo.


De forma reforçar esta ideia do efeito, existe uma expressão popular que explica o fenónemo, exemplificando que "o movimento do ar produzido por o bater de asas de uma borboleta no Japão, pode provocar um tufão na Amazónia".

Este modelo aplica-se, no meu entender, à juventude e aos seus estados de maturação consequentes. Pequenas diferenças comportamentais entre dois individuos neste segmento etário, poderão produzir, no futuro, diferenças substâncias de diversa ordem ( Social, económica ou física).

Por esta razão, jovens e educadores deverão prestar muita atenção a pormenores que podem ser determinantes. Um deles é o consumo de drogas ditas leves. Cuja leveza, é apenas uma aparência inicial. Quem na geração X (hoje entre os 30 e os 45 anos) não teve um ou mais amigos que morreram para não falar dos inúmeros futuros destruídos ?

O consumo de drogas pode parecer uma diferença esbatível no futuro de quem as consome, mas, na maioria dos casos, não o é.

Referências: Wikipédia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_borboleta

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O musgo


Reparei hoje que, no canteiro da varanda da nossa casa, onde nada vinga ou floresce, um verde e rasteiro musgo alastrava rente à terra, dourando-a de uma luz-esmeralda e singela. Senti de súbito uma dupla esperança: A esperança do verde e a esperança de quem resiste. Era como se alguém gravasse, naquele punhado de terra, um recado para nós: “Mesmo no mais estéril e adverso lugar do mundo, onde vento estripa qualquer vontade e o sol inclemente incinera últimos esforços de um redentor milagre, uma minúscula planta anunciasse uma forte vontade de viver.

No dia-a-dia, quando tudo o que esperávamos de ventura e boas-novas, teima em não comparecer, devemos estar atentos aos cânticos que o Deus das pequenas coisas nos segreda.

Não eram frondosos e férteis arbustos que cresciam no canteiro da nossa varanda. Em vez deles, pequenos tufos de microscopias folhas. Mesmo assim eram tão belos e íntimos que me encheram de fé. Daquela fé ou generosa magia que fez renascer a Fénix das escassas cinzas.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Shiva e a Destruição


A religião hindu é composta por uma miríade de Deuses. Existem contudo três divindades principais: Brama (O criador), Vixnu (O preservador) e Shiva (O destruidor).

O conceito do deus-destruidor não existe no âmbito da teologia cristã. Porém, quando pensamos num ciclo renovador a caminho do Nirvana, faz todo o sentido que alguém tenha o dever divino de destruir para que algo de novo possa nascer no seu lugar. Afinal, é muitas das vezes esta a lei da natureza animal ou vegetal.

Imbuído provavelmente neste espírito de aceitação da morte, escreveu assim um poeta italiano, Peter Barone, que se radicadou, desde os anos 60, nos Estados Unidos da América:

Destruição

Sufrágio da Destruição.
Razão da Renovação.
És o demónio mais antigo.
Dou-te o meu culto e o meu toque.
Personalizo-te.

Sozinho no teu espectro, sinto a trompa da vida
a ecoar sobre o oiro da minha existência.
A ti suplico-te que destruas e renoves,
que me mates, se já não fizer sentido.



Peter Barone

Newark - NJ - 1973

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Ladainha dos Póstumos Natais


Há-de vir um Natal e será o primeiro em que hão-de me lembrar de modo menos nítido

Há-de vir um Natal e será o primeiro em que só uma voz me evoque a sós consigo

Há-de vir um Natal e será o primeiro em que não viva já ninguém meu conhecido

Há-de vir um Natal e será o primeiro em que nem vivo esteja um verso deste livro

Há-de vir um Natal e será o primeiro em que terei de novo o Nada a sós comigo

Há-de vir um Natal e será o primeiro em que nem o Natal terá qualquer sentido

Há-de vir um Natal e será o primeiro em que o Nada retome a cor do Infinito

David Mourão-Ferreira (in "Obra Poética: 1948-1988")

sábado, 20 de dezembro de 2008

Paranoid Park , exercício da realidade


“ Isto é mesmo assim” . No final deste brilhante e magnifico exercício de cinema pairava esta frase na minha consciência . Penso que esta expressão é a que define de melhor forma esta encantadora obra de Gus Vant San . O romantismo que a corrente main – stream sempre deu á adolescência , nesta obra é completamente desmascarada. Um jovem inadaptado , um homicídio cometido não voluntariamente, falta de acompanhamento pelos os pais são os ingredientes que misturados e cozinhados pelo génio Gus Vant Sant dão realmente a faceta de realidade e naturalidade a uma historia ficcionada . Para além de todos as suas qualidades , Paranoid Park é acompanhado por uma banda sonora que vem ainda mais reforçar a veracidade e o realismo com que esta obra foi construída. Excelentes interpretações dos actores , que sempre souberam jogar com o ambiente e as intenções do realizador . Filme indispensável para quem não sabe o que é adolescência de hoje em dia, e para a compreensão de vários problemas , duvidas e fantasmas que até um adolescente pacato poderá ter . Porque no fim todos nós somos iguais .

Pedro M. De Castro

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Filosofia on the road

Depois de um dia de um nevoeiro gelado que varreu a baixa lisboeta e que me apanhou a caminho da Sé de Lisboa, onde pude contemplar o minucioso Presépio de Machado de Castro (Séc.XVIII),






cheguei ao carro e liguei o ar condicionado. O calor foi tão confortante que me lembrei dos ensinamentos do fíloso alemão Schopenhauer: "Não existe prazer, mas apenas alivio da dor".




Arthur Schopenhauer (Danzig, 22 de Fevereiro 1788 — Frankfurt, 21 de Setembro 1860) foi um filósofo alemão do século XIX

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Na rota do IC19 - Fábrica da Pólvora


Aproveite as férias de Natal para visitar a Fábrica da Pólvora em Barcarena. Este espaço de lazer e cultura, situa-se em Barcarena, no vale da Ribeira de Barcarena. A ribeira foi aliás a fonte de energia da fábrica, ora através do aproveitamento directo da corrente ribeirinha, num sistema idêntico à moagem dos cereais através de azenhas, ora através de uma pequena central hidroeléctrica que era substituída por um gerador a diesel, quando o caudal do rio não era suficiente.

A fábrica, que funcionou entre 1540 e 1940, tornou-se hoje um museu de arqueologia industrial e um jardim belíssimo nimbado de galerias, auditório, restaurantes e bares.

A abordagem rodoviária pode ser efectuada pelo IC19 (desvio para São Marcos) ou A5 (desvio para Oeiras-Paço de Arcos).
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