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segunda-feira, 19 de maio de 2008

Sinto, logo sou

Como nasce o poeta ? Nasce da profunda capacidade de percepção do exterior e da posterior dificuldade em comunicar as sensações percepcionadas. Gera-se, com este desajuste (Recepção/Transmissão), um problema de eficácia que a poesia ajuda a resolver.

Mobilizam-se então os diversos mecanismos estéticos, artísticos e comunicacionais com o intuito de aproximar o fluxo da sensibilidade da percepção com o retorno emocional de um eventual receptor. E assim se faz Poesia.

sábado, 3 de maio de 2008

Há vida ( e arte) na periferia !

Se no Harlem e na Bronx, nasceram algumas das correntes musicais que dominaram o panorama da musica pop dos últimos anos, também aqui na periferia de Lisboa, existe um conjunto de condições propícias à criação de novas manifestações artísticas de grande qualidade. Dois exemplos são os BSS - Buraka Som Sistema e os Nigga Poison:





Buraka Som Sistema - Sound of Kuduro









Nigga Poison - Dedica çon

sexta-feira, 25 de abril de 2008

25 de Abril de 1974






Em vez de entrar na discussão de classificar este dia como uma Revolução ou uma Evolução, salientaria a palavra Participação, apelando, a todos, a participar no processo evolutivo e revolucionário da realidade próxima.

O milagre do 25 de Abril foi a entrega da sociedade cívil em prol de projectos das comunidades.

Foi bonito, pá!

terça-feira, 22 de abril de 2008

22 de Abril - Dia da Terra

Quem celebra a Terra, lembra-se inevitavelmente de Miguel Torga.


"Terra, minha canção!
Ode de pólo a pólo erguida
Pela beleza que não sabe a pão
Mas ao gosto da vida!"


Extracto de "A terra" - Miguel Torga





segunda-feira, 14 de abril de 2008

Lisboa renascida




No passado sábado, visitei um amigo que alugou uma casa na freguesia de Santiago, junto ao Castelo de S.Jorge. Da varanda, pode-se avistar meia-cidade antiga: Bairro Alto, Castelo, Praça do Comércio... Mais do que espaço, da sua varanda também se avistam muitos séculos de história e muitas estórias que ficaram fora dos livros, mas que podemos especular a partir dos fados, dos edíficios e das suas gentes.

Salta à vista, a reconstrução entusiástica e cheia de vitalidade dos edíficios antigos dos bairros típicos alfacinhas. Mais do que uma tendência ou moda, acho que quem promove a reabilitação daqueles espaços (os novos moradores e reabilitadores) acabam por criar um laço entre o passado e o futuro da cidade. Bem hajam.



Registo (excelente) das casas abandonadas de Lisboa por freguesia

segunda-feira, 31 de março de 2008

Cova da Moura - um paladar genuíno


A coreógrafa Filipa Francisco em co-criação com o grupo Wonderfull’s Kova M estrearam o espectáculo “Íman” na Cova da Moura. Fui ver e surpreendeu-me bastante a qualidade da criação e o desempenho das jovens bailarinas. Esta fusão entre as danças populares africanas e a dança contemporânea é um estádio de evolução para a dança em particular e para aquela comunidade em particular. A adaptação do batuque em batida electrónica funciona de modo muito interessante. Merecem qualquer palco, porém fiquei com uma sensação semelhante quando vi as pinturas rupestres em Foz-Côa: Um espectáculo envolvido pela paisagem da sua inspiração é ainda mais emocionante, genuíno e expressivo.


Blog da Filipa Francisco

PS. Um dos projectos da Associações daquele bairro é um hotel étnico. Parece de loucos, mas faz sentido. Naquele domingo, vários estrangeiros visitavam o bairro. Giottos, Rembrandts e Van Goghs existem por todo o lado. Bairros assim, não acredito!

terça-feira, 18 de março de 2008

Construção

Valeu a pena cruzar um oceano e acartar, até terras de Vera-Cruz, um idioma e uma cultura, nem que fosse apenas pelo prazer de ouvir a poesia cantada do Chico.

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