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segunda-feira, 29 de abril de 2013

A mulher e a terra


“Terra/ para os pés, firmeza/ para as mãos, carícia” – em “Terra” de Caetano Veloso


Gostar de um lugar é como gostar de uma mulher. Temos de aprender a suportar-lhe os maus humores, as trovadas, o calor intenso da fricção entre a vida e ventos frios de espanha. É preciso percorrê-la, por cada curva, cada ravina, aprendendo a escalar o seu sinuoso corpo até à boca ou à torre sineira.

Por último, morrer por ela, se o inimigo ousar ameaçá-la com terror
                                                 [ou tão-só com a paciência mórbida dos cercos.]


domingo, 28 de abril de 2013

domingo, 21 de abril de 2013

Vale do Sorraia - Charneca e Montado

Entre Benavente e Salvaterra de Magos, estende-se uma terra fértil. Sente-se isso no aroma, nas pessoas e na paisagem.

A charneca que se entrelaça na lezíria  é aberta e maternal. Mas o ex-libris da região é o Montado de Souto, onde o gado bravo, os cavalos e a vida selvagem se abrigam.


Barragem de Magos ( Salvaterra de Magos )
Barrosa - Montado de souto ( Benavente )

Barrosa - Montado de souto (Benavente)

Para lá chegar, podemos optar por atravessar o rio por esta ponte muito caraterística, a Ponte D.Amélia, entre Valada e Muge.Quem se deslocar pela A1, no sentido Lisboa - Porto, use a Saída para o Cartaxo.



sábado, 20 de abril de 2013

Branquinho da Fonseca - uma descoberta



Já tinha lido alguns poemas de Branquinho da Fonseca numa colectânea de autores da Presença. Mas a minha curiosidade não passou dessa leitura. Hoje, ao entrar, na Biblioteca Piteira Santos da Amadora, confronto-me com um destaque a este escritor. Pego num livro de contos, desfolho-o e pego numa página ao calhas. Começo a ler. A história (um conto) prendeu-me como ninguém. Chamava-se "Rio Turvo". Tem um humor e um intimismo muito próprio - quase psicanalítico- e um final muito bem escrito e genial. Sei ainda que o realizador Edgar Pêra inspirou-se num dos seus contos,  "O Barão", para realizar um filme. 

Branquinho da Fonseca, foi um em conhecê-lo! A partir de agora vai passar alguns tempos na minha cabeceira.


quinta-feira, 18 de abril de 2013

A paixão

Lembrou uma experiente senhora, durante a época da Páscoa: " Devemos procurar o paraíso, mas sem nunca esquecer que a cruz o antecede."

domingo, 14 de abril de 2013

Lezíria encantada

A lezíria desfez-se do rosto do inverno. O rio ficou plácido. Parece agora um homem feito que conhece e respeita as margens. Ao fundo, Almeirim e Alpiarça. Santarém é o rosto que fita a fertilidade. O Vale de Santarém, por debaixo, banha as chagas dos pés e conversa (nada de pregões) humilde com peixes. Se bem me lembro, foi exatamente aqui que eu escrevi a primeira carta de amor.

Rio Tejo (a montante das Portas do Sol em Santarém )

Vale de Santarém (Porta do Sol)

Rio Tejo (a jusante das Portas do Sol em Santarém )


Apontamento de  primavera ( Jardim das Portas do Sol - Santarém)

sábado, 13 de abril de 2013

A criação do mundo

Existe, nas fotos de Duarte Belo, um ritual iniciático. Parece que a terra foi acabadinha de criar nas entranhas do universo. Ainda cheira a lava. Ainda cheira a verdade. Talvez por isso a sua perspetiva da paisagem se torna mais crível em lugares como o Gerês.

Serra do Gerês. Montalegre. 2012 (Duarte Belo - Horizonte Portugal)


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Fotografias. Movimento. Método.



Ontem, dia 9 de Abril pelas 19:30, Duarte Belo foi o convidado da Tertúlia Fotográfica, organizada pelo MEF (Movimento de Expressão Fotográfica). 

Durante 2 horas, apresentou partes da sua obra e do seu modus faciendi  em torno da fotografia documental ligada sobretudo ao território e património português. Uma sala cheia (Cinema City Alvalade) pode contatar com as fotos, a organização e algumas expedições fotográficas que o fotógrafo Duarte Belo tem encetado pelo nosso pais.



segunda-feira, 8 de abril de 2013

Hoje o "Árvore com voz" foi citado na revista de imprensa da Mútua

Hoje, para surpresa minha, uma das colegas responsáveis pela área da Comunicação da Mútua, colocou o "Árvore com Voz" na Nota de Imprensa, que distribuiu pela empresa, relativa à tomada de posse dos novos Órgãos Sociais da Mútua dos Pescadores. 

Obrigado, Marta.



Onde nasceu o estilo Manuelino do Mosteiro dos Jerónimos ?

Ontem ao visitar Setúbal, um amigo mostrou-me o exterior da Convento e Igreja de Jesus. Informou-me que este conjunto de património religioso foi um ensaio para aquilo que viria a ser a arquitetura do Mosteiro dos Jerónimos em Belém. 

Realmente as semelhanças são muito curiosas. A foto tem pouca qualidade, porque foi tirada com o telemóvel.

Convento e Igreja de Jesus em Setúbal (Séc.XV)

sábado, 6 de abril de 2013

Vila do Conde


Hoje estive neste lugar único de Portugal que se chama Vila do Conde. Lugar mágico, pela sua história, património, beleza natural e as suas genuínas e nobres gentes. Vi o meu colega e amigo José Bouça Nova (ainda a convalescer de um AVC) que reúne todos os predicados da cidade. 

Aqui deixo algumas fotografias tiradas à saída da tomada de posse dos novos Órgãos Sociais da Mútua dos Pescadores. Melhor local não podia haver para iniciar este novo mandato. Até sempre, Vila do Conde. 

Mosteiro de Santa Clara - Século XIV

Rio Ave

Capela de São Sebastião (Azurara) - Século XIV



terça-feira, 2 de abril de 2013

A Páscoa na Beira-Baixa

Tempo de Páscoa significa tempo de renascimento (ou ressurreição). A festa religiosa que celebra a paixão, crucificação e ressuscitação  de  Jesus entrelaça-se com o deslumbre pagão da chegada da primavera, do rebentar das folhinhas e do acasalamento das aves. E a vida, que à semelhança da mensagem pascal do "Novo Testamento", regressa depois da escuridão invernal (mortal).

Para contemplar ambos os fenómenos - o cristão e o pagão - escolho sempre uma aldeia profunda da Beira-Baixa, onde a natureza tem um esplendor tremendo nesta época do ano e as celebrações católicas são muito rigorosas, antigas e caraterísticas.

Por estes lugares, passou a história de Portugal: dos castros lusitanos ao romanos, dos castelos templários às invasões francesas. E há muitos apontamentos patrimoniais a toda estes lugares da história por toda a aldeia.

Uma verdade é para mim absoluta e tirânica: Salvaterra do Extremo (Idanha-a-nova, Castelo Branco) tem magia.

Aqui deixo algumas fotos que tirei durante a última semana.

Quelha de Segura - Percurso pedonal (1,5 km) - Propriedade Casa Pinheiro (?)

Quelha de Segura - Percurso pedonal (1,5 km)

Rio Erges (Afluente do Tejo) no Vale de Idanha, no sentido montante

Rio Erges (Afluente do Tejo) no sentido jusante.
 No cimo da elevação ao fundo, está edificada  Salvaterra do Extremo

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