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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Pensar


Às vezes é preciso querer ter força. É preciso acreditar, mesmo não acreditando. É preciso colocar a máscara, quando nos apetece apenas que a pele do rosto respire.

Às vezes, é preciso saborear os pequenos prazeres, as pequenas conversas, os minúsculos momentos que estamos verdadeiramente com os  outros (e rimos ou tagarelamos), os ínfimos raios de verdadeiro sol, as palavras sussurradas das árvores e os seus afetos maternais. Há tanta poesia por ai. Basta estar atento (ou talvez desatento. Que sorte, meu deus, ser um “cabeça no ar”!).

Estamos sempre a escrever um rascunho dos dias futuros com a tinta dos dias passados. E depois “passamos”. Nada valemos. Muito pouco. Apenas sombras e máscaras e ruído. Somos  uma frase sempre por acabar - uma terrível inquietação.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Grécia




I – As ilhas


Eis-nos

Caminhando sobre estas águas

Grávidas de ásias e áfricas

Outra vez por encontrar



Eis-nos

Caminhando em redor das ilhas

Terra que os dedos dos deuses

Decidiram esfarelar





II – Os templos


Beleza é isto:

Escrever cem mil palavras

Para construir um poema de seis letras

Seis letras coladas como peças do Pártenon





III – Os sábios


Inventei agora mesmo

Que um velho sábio grego disse:

“Qualquer homem que se cinja à sua essência

Redondo e indivisível  como um átomo

Torna-se indestrutível.


Titã algum o derrotará!"

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