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domingo, 18 de dezembro de 2011

A dupla medida de um homem


"Ainda jovem, fiquei absolutamente espantado, quando soube que Napoleão, no cerco de Toulon, tremia como uma vara. Um oficial que estava perto dele, disse-lhe:"Mas estás a tremer de medo!". Napoleão respondeu-lhe: "Se tivesses o medo que eu tenho já terias fugido a sete pés daqui".


Roberto Rossellini - Realizador

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Mondego

O documentário da vida selvagem realizado desde a nascente (Mondeguinho) do Rio Mondego à sua foz (Figueira da Foz) por Daniel Pinheiro tem uma excelente qualidade. Foi realizado no âmbito de um projecto final do seu mestrado em produção de documentários da vida selvagem na Universidade de Salford, onde foi aluno do famoso David Attenborough. O potencial destes documentários num pais tão diversificado e bonito é imenso. Obrigado, Daniel. Pelo trabalho e pela paciência para conseguir filmar o raro melro de água. 




A Perspectiva das Coisas - A Natureza-Morta na Europa


Paul Cézanne - Natureza -morta com Pote de Gengibre e Beringelas - 1893-94

Dizia Napoleão Bonaparte:" Posso perder mil homens, uma oportunidade nunca". Por esta razão, não perca a oportunidade de admirar um conjunto de obras de arte, vindas de todo mundo, e reunidas sobre a égide da forma de expressão pictórica "Natureza Morta".

A história da pintura do final do século XIX e XX olhada através de "coisas".
Exactamente!
Coisas desligadas do seu ambiente natural e por isso mesmo "mortas". É um exercício de estilo, que obviamente os pintores da modernidade não renegaram - eles mesmos, dados como ninguém à experimentação.

 A exposição divide-se em 12 Núcleos, como por exemplo, "Estrutura e Espaço", "A essência das coisas: materialidade e imaterialidade ou "A crise do objecto: sonhos e pesadelos", onde estão representados pintores de referência , como Manet, Monet, Renoir, Van Gogh, Gauguin, Cézanne, Braque,Picasso, Gris, Dali, Magritte ou Matisse. Pode ainda ver obras dos portugueses Amadeo Souza-Cardoso, Eduardo Viana Mário Eloy e Vieira da Silva.


A Perspectiva das Coisas. A Natureza-Morta na Europa

Terça a Domingo
Galeria de Exposições Temporárias da Fundação Calouste Gulbenkian
Até 8 de Janeiro

Curadoria: Peter Cherry
Preço: 5€

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Jardins de Monserrate - Excertos de uma utopia


Cada época, cada geração, cada sensibilidade expressa ou materializa a sua utopia. A utopia (Lugar Nenhum) de Thomas More cinge-se a uma ilha perfeita onde a razão e a justiça imperam. Era este o ideal de uma época, em que os novos mundos trazidos pelas caravelas estavam por descobrir. Quando o "Novo Mundo" dos  Gamas e dos Columbos surge, reformula-se a utopia, porque se sabe já de antemão que esta não será nenhuma ilha nos mares do sul. 

Muitas outras formas paradisíacas, interceptam-se e complementam-se, como é óbvio. A história está repleta de   utopias. Sempre acreditei que, apesar das utopias não se concretizarem, servem de referência - neste caso uma referência suprema. Como diria Descartes, se existe um ideal de perfeição e omnipotência, então Deus existe.


E por falar em perfeição e nas manifestações divinas, falemos nos belos e românticos jardins de Monserrate - Sintra, um lugar onde homens muito ricos como William Beckford ou Sir Francis Cook poderam desafiar os deuses e conciliar uma visão pessoal de paraíso. Riqueza e Beleza, esse privilégio dos homens afortunados que lhes possibilita conciliar "Negócio" e "Ócio" no espaço de uma existência.

O jardim é por definição uma forma ordenada e humanizada de natureza. Logo, não foge aos gostos da época. O jardim e o palácio de Monserrate denota uma forte inspiração romântica expressa no orientalismo e exotismo, essa corrente que projecta os ingleses para o vasto império vitoriano. Uma cascata, um jardim de fetos árboreos, um jardim mexicano, a ruina de uma capela envolvida por uma luxuriante árvore da borracha e um arco indiano resultante de um espólio de guerra são alguns dos apontamentos que poderá encontrar através do sinuoso (mas aventuroso) caminho do jardim.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O memorável Sócrates


Morreu o futebolista brasileiro Sócrates. Foi capitão da selecção brasileira (1982-86), figura de destaque no Corinthians, médico e marxista por formação e vocação.

Quando questionado relativamente à  perda do títlulo mundial de futebol, num jogo onde o carrocel mágico do futebol brasileiro foi derrotado pelo defensivo e traiçoeiro esquema táctico da selecção italiana por 3-2, nos quartos-de-final da Copa do Mundo, ele respondeu:"Ser campeão é só um detalhe. Não se joga para ganhar, joga-se para não ser esquecido.".

Tinhas razão, Sócrates. Hoje eu ainda me lembro de ti, "Magrão". Porém, já não me lembro quem era o capitão da selecção italiana desse negro ano de 1982.

sábado, 3 de dezembro de 2011

A Idade Média Árabe


Acabei de televisionar uma entrevista com Louis Sako, Bispo de Kirkuk - Iraque. Ele referiu que por detrás da "Primavera Árabe", temos a mão do Islão. Basta escutar os slogans entoados pelas revoltosos no Egipto que juntam as palavras "Liberdade" e "Democracia" com "Alá". 


Democracia e estado clerical são incompatíveis, como mostra o processo histórico que se iniciou entre a Renascença e as Revoluções liberais.


"Parlamentarismo", "Sucessão" e "Divisão de Poderes" não rimam com alguns movimentos Islâmicos com projectos políticos na sua agenda. O Bispo pede aos seus amigos Imãs que não cometam os mesmos erros dos cristãos quando organizaram e mantiveram uma civilização baseada nos dogmas cristãos (Idade Média). Se há 500 anos atrás, deixou de fazer sentido, hoje não faz nenhum.


A comunidade cristã tem meio milhão de crentes no Iraque.
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