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terça-feira, 20 de outubro de 2009

O Páteo dos Deuses - Parte I


É a festa da folia no paraíso. Já os deuses culminaram as suas crenças em nós. No seu pátio passam horas a arrancar historias e murmúrios do passado como tentáculos majestosos. No pátio ninguém é rei , ninguém é discípulo, não há ordens, nem assembleias, nem hipocrisias é apenas um pátio perdido na assombração da periferia lisboeta. O pátio onde nasci, vivi e provavelmente morrerei, significa o ex libris da minha vida. Tantas marcas de vidas cravadas naquele pátio tosco, tantos suores, ambições, nervos, desgostos e amores . Lembro–me de tudo o que por lá já passou, dos mais insignificantes aos mais relevantes. Sei tudo isto porque aquele pátio estranho, cinzento e apagado é a minha vida, é a minha alma. Hoje vejo as calçadas como passado, outrora implicavam futuro. Mas tudo o que tem um grande passado, tem uma grande historia.
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