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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Ladainha dos Póstumos Natais


Há-de vir um Natal e será o primeiro em que hão-de me lembrar de modo menos nítido

Há-de vir um Natal e será o primeiro em que só uma voz me evoque a sós consigo

Há-de vir um Natal e será o primeiro em que não viva já ninguém meu conhecido

Há-de vir um Natal e será o primeiro em que nem vivo esteja um verso deste livro

Há-de vir um Natal e será o primeiro em que terei de novo o Nada a sós comigo

Há-de vir um Natal e será o primeiro em que nem o Natal terá qualquer sentido

Há-de vir um Natal e será o primeiro em que o Nada retome a cor do Infinito

David Mourão-Ferreira (in "Obra Poética: 1948-1988")

sábado, 20 de dezembro de 2008

Paranoid Park , exercício da realidade


“ Isto é mesmo assim” . No final deste brilhante e magnifico exercício de cinema pairava esta frase na minha consciência . Penso que esta expressão é a que define de melhor forma esta encantadora obra de Gus Vant San . O romantismo que a corrente main – stream sempre deu á adolescência , nesta obra é completamente desmascarada. Um jovem inadaptado , um homicídio cometido não voluntariamente, falta de acompanhamento pelos os pais são os ingredientes que misturados e cozinhados pelo génio Gus Vant Sant dão realmente a faceta de realidade e naturalidade a uma historia ficcionada . Para além de todos as suas qualidades , Paranoid Park é acompanhado por uma banda sonora que vem ainda mais reforçar a veracidade e o realismo com que esta obra foi construída. Excelentes interpretações dos actores , que sempre souberam jogar com o ambiente e as intenções do realizador . Filme indispensável para quem não sabe o que é adolescência de hoje em dia, e para a compreensão de vários problemas , duvidas e fantasmas que até um adolescente pacato poderá ter . Porque no fim todos nós somos iguais .

Pedro M. De Castro

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Filosofia on the road

Depois de um dia de um nevoeiro gelado que varreu a baixa lisboeta e que me apanhou a caminho da Sé de Lisboa, onde pude contemplar o minucioso Presépio de Machado de Castro (Séc.XVIII),






cheguei ao carro e liguei o ar condicionado. O calor foi tão confortante que me lembrei dos ensinamentos do fíloso alemão Schopenhauer: "Não existe prazer, mas apenas alivio da dor".




Arthur Schopenhauer (Danzig, 22 de Fevereiro 1788 — Frankfurt, 21 de Setembro 1860) foi um filósofo alemão do século XIX

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Na rota do IC19 - Fábrica da Pólvora


Aproveite as férias de Natal para visitar a Fábrica da Pólvora em Barcarena. Este espaço de lazer e cultura, situa-se em Barcarena, no vale da Ribeira de Barcarena. A ribeira foi aliás a fonte de energia da fábrica, ora através do aproveitamento directo da corrente ribeirinha, num sistema idêntico à moagem dos cereais através de azenhas, ora através de uma pequena central hidroeléctrica que era substituída por um gerador a diesel, quando o caudal do rio não era suficiente.

A fábrica, que funcionou entre 1540 e 1940, tornou-se hoje um museu de arqueologia industrial e um jardim belíssimo nimbado de galerias, auditório, restaurantes e bares.

A abordagem rodoviária pode ser efectuada pelo IC19 (desvio para São Marcos) ou A5 (desvio para Oeiras-Paço de Arcos).
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