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segunda-feira, 31 de março de 2008

Cova da Moura - um paladar genuíno


A coreógrafa Filipa Francisco em co-criação com o grupo Wonderfull’s Kova M estrearam o espectáculo “Íman” na Cova da Moura. Fui ver e surpreendeu-me bastante a qualidade da criação e o desempenho das jovens bailarinas. Esta fusão entre as danças populares africanas e a dança contemporânea é um estádio de evolução para a dança em particular e para aquela comunidade em particular. A adaptação do batuque em batida electrónica funciona de modo muito interessante. Merecem qualquer palco, porém fiquei com uma sensação semelhante quando vi as pinturas rupestres em Foz-Côa: Um espectáculo envolvido pela paisagem da sua inspiração é ainda mais emocionante, genuíno e expressivo.


Blog da Filipa Francisco

PS. Um dos projectos da Associações daquele bairro é um hotel étnico. Parece de loucos, mas faz sentido. Naquele domingo, vários estrangeiros visitavam o bairro. Giottos, Rembrandts e Van Goghs existem por todo o lado. Bairros assim, não acredito!

terça-feira, 18 de março de 2008

Construção

Valeu a pena cruzar um oceano e acartar, até terras de Vera-Cruz, um idioma e uma cultura, nem que fosse apenas pelo prazer de ouvir a poesia cantada do Chico.

domingo, 16 de março de 2008

Villa Borghese - Roma


Na passada semana, visitei Roma e, recordando alguns versos de Ruy Belo, incluí, entre os meus longos passeios pela cidade, Villa Borghese.

O poeta que viveu durante dois anos em Roma, onde se doutorou em Direito Canónico pela Universidade Gregoriana de Roma, com uma tese intitulada «Ficção Literária e Censura Eclesiástica». Quando escreveu “Muriel”, onde aborda um possivel romance vivido ou imaginado em Madrid, lembrou-se do romantismo romano e do lugar de Villa Borghese, onde a natureza, o classicismo e a beleza se misturam.


Extracto de "Muriel":


"quando há anos nas manhãs de roma

entre os pinheiros ainda indecisos

do meu perdido parque de villa borghese

eu via essa mulher e esse homem

que naqueles encontros pontuais

Decerto não seriam tão felizes como neles eu

pois a felicidade para nós possível

é sempre a que sonhamos que há nos outros"

domingo, 9 de março de 2008

A posologia da tristeza, segundo o Ruy Belo

"Feliz aquele que administra sabiamente
a tristeza e aprende a reparti-la pelos dias
Podem passar os meses e os anos nunca lhe faltará"

Extracto de "Mão no Arado" de Ruy Belo

Poema "Mao no Arado" (versão integral)
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